Política

Câmara cobra prefeitura ágil em 2007

Da Redação
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O resumo das principais falas na tribuna livre tanto de vereadores da situação quanto da oposição, na sessão extraordinária de ontem, foi a cobrança por agilidade em obras e reparos feitos pela Prefeitura de Bauru e resultados em programas que foram prometidos à população. Iluminação pública, tapa-buracos, recape de asfalto, limpeza de bueiros, capinação, instalação de guias e sarjetas e eliminação de lixões foram os itens mais citados pelos parlamentares na última reunião legislativa deste ano, a que marca o fim da primeira metade do mandato do atual prefeito, Tuga Angerami (sem partido).

O pefelista Paulo Eduardo Martins foi o primeiro a subir na tribuna e, com ironia, mencionou que foi autor de mais de 1.000 requerimentos, mas apenas “uns quatro ou cinco foram atendidos”. De quebra, ele comentou, com humor mas em tom de cobrança, que o vereador pedetista Salvador Afonso teve várias quadras da Alameda Flor do Amor, no Jardim Godoy, em obras de reparos diversos.

Salvador Afonso foi ao microfone e disse que os reparos foram autorizados no “apagar das luzes”, em uma referência à véspera da eleição da Mesa Diretora da Câmara, no início deste mês. “Mas tem muita rua com buracos ainda no bairro”, alfinetou. Paulo Madureira (PP) pediu aparte e emendou que o secretário de Obras, Paulo Brites, era um ditador e não “sabia atender ninguém, comparado o estilo do novo titular da pasta a uma “espécie de Hitler”.

Primo Mangialardo (PV) veio a seguir e também criticou o atendimento por parte do titular da área de Obras. Arildo Lima Júnior (PP) disse que o governo Tuga precisa “conversar mais, articular mais, negociar mais”. Ele considera que a administração “não conseguiu ajustar a engrenagem em dois anos”.

O pepebista resumiu o sentimento compartilhado por vários colegas de que, na visão deles, a administração precisa ”melhorar o andamento e velocidade das ações”.

Benedito da Silva (PSDB) reforçou que é preocupante o aumento de casos de leishmaniose em Bauru, com 52 registros até este momento e três mortes, segundo ele “número que quase dobrou em dois anos”. “Não pode vir e dizer que vai atuar e terminar o ano e dobrar os casos da doença. A cidade tem lixo por todo lado, terrenos baldios abandonados e sem fiscalização e a prefeitura não tem programa eficiente, ágil, para a doença e isso é absurdo”, disse.

Hora de resultados

O vereador Futaro Sato (PDT), que apóia o governo municipal, também pontuou que o prefeito equilibrou as finanças nesses dois anos, “mas agora é hora de fazer tapa-buracos, guias, capinação, recape na periferia”.

Ele cobrou que a Câmara Municipal já aprovou lei que autoriza a venda de terrenos ociosos de propriedade da prefeitura para levantar recursos para aplicar em infra-estrutura. “Precisa agir neste setor. Tem agora a transferência do aeroporto para o novo, na divisa com Arealva, e vai sobrar terreno grande no Aeroclube que, separado uma parte para o pouso dos planadores, pode vender, fazer empreendimento e investir em recape, asfalto na periferia”, enfatizou.

João Parreira (PSDB) posicionou que a administração equilibrou as finanças, pagou R$ 35 milhões de dívidas da gestão Nilson Costa (PP) e teve avanços como a redução no índice de mortalidade infantil de 13,5 para 9,4 (mortes por mil habitantes), além da ênfase no atendimento básico de saúde em detrimento aos serviços de urgência.

Entretanto, o tucano também mencionou que “precisa deslanchar e ter programa ousado com asfalto e bicos de luz a partir de agora”. Mas seu colega do PSDB, Marcelo Borges, disparou que Tuga Angerami prometeu por iluminação pública nos bairros com esta carência e ainda não cumpriu o que disse. “Quantos bicos de luz ele instalou na cidade até agora, muito pouco, e ele prometeu aqui colocar luz onde falta, na cidade inteira, e em 2006. Tomara que não esteja guardando ações para o ano eleitoral, em 2008”, criticou.

Majô Jandreice (PC do B) também considerou como “tímidas as ações com iluminação. Precisa ir atrás de recursos, ter mobilidade urbana, dar agilidade ao governo e aos programas e ter projeto de gestão”, avaliou.

Controladoria

Os vereadores adiaram, na sessão extraordinária de ontem, o projeto de lei que cria a Controladoria Geral no Município. O projeto visa criar um mecanismo de controle e revisão de procedimentos internos permanente na prefeitura. A matéria retorna em fevereiro para discussão em plenário.

Na sessão de ontem os vereadores aprovaram projeto de autoria do parlamentar Faria Neto (PDT) que prevê a cassação de alvará de funcionamento pela Prefeitura de Bauru de empresa que for flagrada comercializando gás de cozinha (GLP) com botijões abaixo do peso regulamentar. Segundo ele, a lei, se sancionada pelo Executivo, permitirá a cassação da autorização de funcionamento pelos fiscais da prefeitura em seguida à comprovação de reincidência, sendo que na primeira ocorrência tem de ser aplicado multa.

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