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Envolvidos se livram por falta de ‘elementos’

Folhapress
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Brasília - O delegado Diógenes Curado, responsável pelo inquérito da Polícia Federal (PF) sobre o dossiê contra tucanos, afirmou ontem não ter elementos para indiciar Jorge Lorenzetti, Osvaldo Bargas e Expedito Veloso, que trabalharam na campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse que não comentaria as críticas feitas por Lula no final de semana ao indiciamento de Aloizio Mercadante.

No relatório final, o delegado diz que o dinheiro para compra do dossiê saiu de “contabilidade paralela” da campanha de Mercadante e que Lorenzetti “centralizou os acordos” com a família Vedoin, que oferecia o dossiê. O delegado diz ainda que a primeira parte do dinheiro foi entregue por Gedimar Passos a Valdebran Padilha após uma entrevista à revista “IstoÉ” e a entrega de documentos à Justiça Federal em Mato Grosso.

Mais prazo

Curado pediu ontem à Justiça Federal em Cuiabá um pedido de prorrogação para o inquérito que investiga a relação de Pereira com a máfia dos sanguessugas. Darci Vedoin e seu filho Luiz Antônio, que comandavam a máfia dos sanguessugas, disseram à PF que Abel recebeu propina para liberar verbas no Ministério da Saúde em 2002 na gestão de Barjas Negri. A acusação é negada tanto pelo empresário quanto pelo ex-ministro. A CPI inocentou Negri.

O inquérito para investigar Abel Pereira foi aberto em setembro. No entanto, a PF ainda não obteve retorno de ofícios encaminhados às Juntas Comerciais de São Paulo e Minas Gerais.

Supostamente, foi por meio de empresas localizadas nos dois Estados que Abel Pereira teria recebido propinas dos Vedoin. Parte do dinheiro da propina, segundo os Vedoin, foi depositada na conta da Datamicro Informática e a Império Representações Turísticas, de Governador Valadares e Ipatinga, em Minas Gerais.

A polícia pediu cópia dos contratos sociais das empresas para averiguar se há participação do empresário. O processo deve atrasar já que a Justiça Federal em Cuiabá entrou em recesso no último dia 20 e somente deve retornar suas atividades normais no dia 8 de janeiro.

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