Não concordo com a carta do sr. Antonio Grecco, criticando quem defendeu a Bíblia no assunto da profa. Mariza. Como ele mesmo diz, os títulos das pessoas não contam, pois o assunto esbarra na religião. Muito bem, gostaria de saber então como ele pode falar tanto da fé já que demonstra não tê-la, pois ainda como ele mesmo diz, quem tem fé manda o conhecimento e a inteligência para a lata do lixo.
Fé, sr. Antonio, não é uma coisa que conquistamos, que pagamos para ter ou ainda que achamos nas religiões. Fé é muito mais que isso. Poderia citar trechos bíblicos a respeito da fé, mas o sr. não entenderia. Deus é muito mais que as religiões. Ele não é somente o Deus hebraico, mas é o nosso Deus. Hoje parece que é moda ser ateu, acreditar que todos temos uma luz interior, que não precisamos de nada nem de ninguém. Típico do ser humano. Achar que é o centro do universo.
Como o senhor mesmo disse, sr. Antonio, a conclusão da professora foi lógica. Mas aí é que está a graça. A fé é totalmente ilógica. Em um mundo atual em que queremos prova de tudo, fatos, conclusões etc, como crer em algo que não se pode ver? Como achar que pode existir algum ser superior ao homem em sabedoria? É difícil para nós. Na condição de “os mais evoluídos”, acreditarmos que somos obra das mãos de alguém. Quer uma definição de Deus, sr. Antonio? Leia o livro de Jó. Agora não me peça uma definição de fé. Eu não poderia ensiná-lo a ter fé.
Mas faça uma oração. Peça a Deus para que Ele o ensine. Ele não é somente o Deus hebraico, mas é o Deus de todos. Sua maior prova de amor foi que Ele se fez carne e habitou entre nós. Deu vista aos cegos, curou as pessoas, anunciou o evangelho. Qual foi a reação do homem? Gratidão? Não, o trairam, o apedrejaram, cuspiram em sua cara e o crucificaram. Parece lógico? Que coisa, não? Será que foi por que eles não “analisaram os fatos”? Fica a pergunta.
Maurício Magrini