Tribuna do Leitor

Quero estar errado


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Como podemos nos dias de hoje termos como referência pessoas com tal grau de desonestidade como os políticos deste Brasil (com raríssima exceção). E o pior, que tiveram a coragem de aumentar os seus próprios salários, e ainda fazem leis para se proteger da população. Controlam os meios de comunicação em massa, como se fosse um brinquedo. Lembro-me da propaganda eleitoral onde se dizia para o eleitor marcar o nome dos candidatos que votou, para posteriormente serem cobrados. Que idiotice, sabe quando o eleitor vai conseguir falar com um deputado ou um vereador, presidente da República ou até mesmo o prefeito de sua cidade? Nunca, e o pior, se eles (os políticos) se sentirem ofendidos, o cidadão é processado pelos mesmos. Se eu estiver falando besteira, façam vocês mesmos esta experiência. Como eu já fiz.

Procurem se lembrar em quem vocês votaram para vereador na última eleição, e tentem falar com algum deles ou os convidem para visitar o seu bairro, para verem as dificuldades que o povo passa. Sabem o que vocês terão de resposta? Um não bem grande. Lembro-me da entrevista do agora deputado federal Clodovil. Quando o jornalista (Márcio Miranda) perguntou qual era o seu plano de trabalho em sua futura legislação, sabe o que ele respondeu? Que iria aproveitar as mordomias de Brasília. E sobre a votação que teve em Bauru ele respondeu que não pediu para ninguém votar nele, votaram porque quiseram, e Bauru ele nem sabe onde fica no mapa, onde desrespeitou toda a população bauruense, com tais declarações.

E o mais absurdo. O presidente Lula, numa cerimônia da revista “IstoÉ”, discursou para a platéia que quando o homem atinge uma certa idade ele deixa as suas raízes de esquerda e começa a ficar mais ao centro, ou melhor, compactuar com a direita. Que exemplo infeliz, feito por um homem em quem eu tanto confiava. Cheguei até brigar por aquela esquerda que ele se refere, só que com uma diferença de mim para com ele. Eu não tenho vergonha em expressar as minhas raízes ideológicas.

Mesmo que um dia eu enchesse o meu bolso de dinheiro, como o mesmo. Bem que meu sábio pai já dizia há muitos anos atrás, durante a ditadura militar: “É melhor você ter um inimigo declarado de direita, do que um falso amigo de esquerda.” E tenho certeza que o Brasil vai deixar escrito em sua história tudo que este governo prometeu e que quando chegou no poder a história foi outra. Pobres brasileiros! Quando vamos conseguir mudar este país?

Edson Anaia Martins

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