Pesca & Lazer

História de pescador: Pescaria diferente com mordomia


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Durante vinte anos, como funcionário de uma multinacional, grande fabricante de ferramentas elétricas, eu fui responsável pela comercialização em metade do Estado de São Paulo, MS, MT, Rondônia, Acre e Manaus e quando viajava habitualmente passava um final de semana em Cuiabá, porque na segunda-feira embarcava para Porto Velho, Rio Branco e Manaus.

Naquela época a empresa aérea que fazia Bauru, tinha uma condição especial para as mulheres no final de semana; 50% de descontos; e 45 dias fora o mês para pagar. Sem dúvida alguma sempre ligava para minha esposa ir para lá onde passávamos belos finais de semana, nunca esquecendo da Chapada dos Guimarães, Santo Antonio do Levergé, etc...

Para quem conhece vamos matar a saudade e para quem não conhece vamos explicar que Cuiabá é junto de Várzea Grande, separadas apenas pelo rio Cuiabá, cidades onde os moradores têm um lema: receber muito bem quem passa por lá.

E por falar em receber bem vamos lembrar do Restaurante Flutuante, do amigo Manoel, construído todo em madeira sobre o rio Cuiabá, o rio enche ele sobe, o rio baixa ele baixa também, todo amarrado com cabos de aço. Aos domingos este lugar é uma festa, enquanto alguns pescam outros passeiam de jet-sky e muitos garotos pedem que você jogue moedas no rio para eles pegarem mergulhando. E assim o dia vai passando com pintado frito, molho tártaro e cerveja bem gelada.

Bem, como o assunto é pescaria vamos lá, sem mentiras. Estava sentado com a minha esposa curtindo toda essa regalia em companhia de muita gente, inclusive muitos turistas de outros países, quando percebi que sob a nossa mesa tinha um buraco no assoalho tapado com uma fita adesiva para evitar acidentes. Sabedor de que o Manoel jogava restos de comida sob o Barco Restaurante e que certamente aquilo era uma ceva natural, resolvi pescar naquele buraco. Vocês não tem noção no que virou aquilo, era um peixe atrás do outro. Tinha peixe tão grande que não cabia no buraco.... Sem mentiras. Enquanto os gringos filmavam e fotografavam esta pescaria literalmente com mordomia.

Manoel Zapater Rios, pescador e amante da natureza.

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