Polícia

De olho no PCC, polícia prende envolvido na tentativa de roubo

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Mesmo que Carlos Alberto Ribeiro Correia Mollo, 28 anos, não tivesse envolvido na tentativa de assalto, ele receberia a “visita” da polícia ontem. Policiais civis e mulitares se juntaram numa operação desencadeada ontem à tarde, em resposta às novas movimentações da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Gemada seria um de seus líderes.

Informações sobre a possibilidade do crime organizado voltar a se articular no final do ano foram transmitidas à Polícia Militar (PM) que, numa ação preventiva, junto-se à Polícia Civil para percorrer oito endereços com mandado de busca e apreensão. Três deles são locais freqüentados por Gemada. A operação contou com sete equipes da PM e seis da Civil.

De acordo com o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Silberto Sevilha Martins, quando se dirigiam para o Geisel - num dos endereços freqüentados por Gemada - souberam da tentativa de assalto. Ao chegarem na quadra 6 da rua das Laranjeiras encontraram a moto prata com o motor quente. Gemada estava na casa.

Também localizaram o capacete e a camiseta vermelha que teriam sido utilizados na tentativa de roubo, segundo relato de quem assistiu à ocorrência. Gemada foi autuado em flagrante por tentativa de latrocínio, cuja pena varia de 20 a 30 anos de reclusão, informa o titular da DIG.

Já na delegacia, ele foi reconhecido por testemunhas, que identificaram inclusive a tatuagem de pica-pau. Algumas delas cogitaram a possibilidade do assaltante ter sido apoiado por outra moto e por um fusca azul.

“Vamos checar todas as informações e verificar o que vai valer realmente”, diz o titular da DIG. De acordo com ele, Gemada admite ter transitado de moto pelas proximidades da Praça Rui Barbosa, mas negou envolvimento no caso. No entanto, ele também foi autuado em flagrante por tráfico de drogas.

No endereço do Geisel foram encontrados nove invólucros com cocaína. A polícia já tinha informações de que ele estaria promovendo tráfico de entorpecente na região, crime cuja pena prevista varia de cinco a 15 anos de reclusão.

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