Entrelinhas

Entrelinha

Da Redação
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• Abril é o limite

O secretário municipal de Economia e Finanças, Edmundo Albuquerque, comentou ontem que fica “muito feliz em ver os conselheiros da Fundação de Previdência (Funprev) empenhados em ver solucionada a dívida de R$ 74 milhões que a prefeitura acumula com o órgão, por falta de pagamentos das últimas gestões, até 2004”. Quanto ao adiamento no acordo, através de projeto de lei na Câmara, Albuquerque disse que de qualquer jeito ficaria para abril de 2007.

• Tem de estancar

O projeto de lei do prefeitura enviado para aprovação junto aos vereadores previa que as parcelas da dívida com a Funprev começariam a ser pagas em abril de 2007. Assim, na avaliação do secretário de Finanças, retomar a proposta em janeiro não vai atrapalhar, mas o importante é resolver. Porém, Edmundo confirmou que a dívida aumenta pouco mais de R$ 700 mil por mês e estancar esse buraco é a prioridade.

• Olhar econômico

Por falar na proposta de parcelamento da dívida, o secretário comentou que defende a amortização pelo sistema Price, cuja metodologia prevê desembolso menor no início e valores maiores com o passar dos anos do acordo. Com isso, a prefeitura teria de pagar R$ 230 mil a menos no início. Mas o prefeito optou por pagar mais agora, mesmo com o aperto no orçamento.

• Oposição e diálogo

O vereador tucano Marcelo Borges (PSDB) comentou que a dívida da previdência precisa ser resolvida e que haverá disposição dos vereadores para essa questão. Ele argumenta que é normal a discussão em torno de alternativas e que cabe ao Executivo discutir antes, com os vereadores, os pontos principais do projeto.

• Bucceroni até 31

A não ser que o Diário Oficial de Bauru deste sábado traga a prorrogação da cessão de Célio Bucceroni para a Emdurb, onde é presidente, o fato de o empréstimo se encerrar neste domingo, dia 31 de dezembro, deixa em aberto para os especuladores a possibilidade de a cadeira ser assumida por outra pessoa. Outro fator é que Bucceroni teria férias programadas para janeiro. Paulo Sérgio Canalli, dizem, não quer nem ouvir falar no assunto.

• São Paulo urgente

O prefeito Tuga Angerami conta que teve de ir para São Paulo ontem, cuja viagem não estava programada, para assinar convênio, através do Ministério da Saúde, para não perder R$ 110 mil para a compra de material permanente para o setor. A administração foi chamada meio que às pressas para preparar um projeto de umas 170 páginas para o recurso não ir para outro lugar.

• Ação civil da Sear

A Procuradoria Jurídica da prefeitura já trabalha na elaboração da ação civil pública contra irregularidades encontradas em despesas na Secretaria das Administrações Regionais (Sear) entre janeiro de 2005 e agosto de 2006. Será muito difícil imaginar a não inclusão do ex-titular da pasta, Nélson Fio, e de alguns de seus principais colaboradores na pasta no conteúdo da ação. Mas, da mesma forma, não será muito fácil incluir todos os nomes mencionados até agora, porque contra alguns não haveria provas de participação no esquema de despesas irregulares.

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