Desculpe-me o missivista da carta “Natal e as Religiões”, publicada nesta Tribuna no dia 26 do corrente, mas evocar o Espírito Santo (“dos ateus”?), que para os cristãos (cristãos, eu disse) é uma das três pessoas da Santíssima Trindade, para um ateu, como ele quatro vezes confessa ser, é, no mínimo, uma grande incoerência. Respeito, e bastante (talvez bem mais que ele possa imaginar), o seu ateísmo! Mas coerência, mais que fundamental, é imprescindível.
Quanto a ser parte da natureza, tenha certeza sua senhoria que, para sê-lo, não se faz necessário ser ateu ou praticar qualquer seita ou religião... Basta, muito mais que haver nascido, ter sido simplesmente... concebido! Tudo isso, bem mais que Freud ( ! ), neste caso Darwin explica, ao enunciar sua Teoria da Evolução das Espécies sequer tocando na existência ou não de um Criador, que pode ser nomeado como porta, janela, jaboticabeira, Alá, Buda, Jeová e até mesmo... Deus. Assim, seria Deus (ou a porta, janela, jaboticabeita e...) a natureza? Esta, sim, é uma bela hipótese para reflexões...
Creia aquele missivista que não é outra a intenção deste escriba senão alertá-lo para o fato de que pedir a proteção do Espírito Santo (que, “dos ateus”, é a primeira vez que ouço a respeito) põe por terra suas divagações atéias. Em tempo: dispenso resposta e comentários. Basta, já, o quanto importunaram a professora Mariza!
João Guilherme Ortolan - RG 10.938.473