As frutas típicas do Ano Novo no Brasil - uva, ameixa e pêssego - estão mais baratas do que no ano passado. É o que mostra uma cotação de preços feita no Centro Estadual de Abastecimento (Ceasa) de Bauru. Comparando-se preços de frutas, legumes e verduras oferecidos pelos comerciantes e produtores nos meses de novembro e dezembro do ano passado com este ano, a queda de preços chega a 20%, no caso da ameixa estrangeira.
A uva do tipo niágara rosada e o pêssego estão 10% e 5%, respectivamente, mais baratos. Mas a queda de preços mais significativa é a da batata. O saco de 50 quilos do produto está entre 60% e 70% mais barato.
Os comerciantes e produtores apontam que a demanda pelos alimentos diminuiu, a safra aumentou e as chuvas prejudicaram a colheita. Segundo o gerente de operações do Ceasa, Antônio Carlos Ragonezzi, apesar do preço baixo de alguns produtos, a época é uma das melhores para o comércio de frutas e legumes. “A movimentação de pessoas e produtos é grande durante toda a manhã”, diz.
As mercadorias chegam logo cedo, por volta das 5h da manhã e o mercado só termina às 12h. “Os consumidores podem comprar diretamente com os produtores, o que barateia o produto”, argumenta.
A moradora de Agudos Regina Crescione dos Santos está acostumada a comprar flores no Ceasa e resolveu levar algumas frutas para casa, anteontem de manhã. “O preço de algumas frutas compensa. Mas o melhor mesmo é para famílias grandes, que compram quantidade maior”, argumenta.
O galpão central do Ceasa abriga atualmente 110 permissionários nos 144 módulos – todos ocupados. O comerciante de frutas José Lavado é um dos que trabalham lá. Ele comemora as vendas deste fim de ano. “Estamos vendendo bem as frutas de caroço, como a ameixa, pêssego e uva”, exemplifica.
Por outro lado, a laranja está escassa e o preço aumentou. “Tivemos problemas com chuvas e pouca produtividade”, explica José Boiani, produtor e presidente da Associação dos Produtores do Ceasa de Bauru. A laranja está em média 30% mais cara.
Mas segundo o técnico agrícola do Ceasa Augusto Remoli Filho, a tendência nos próximos dias é de queda no preço de todos os alimentos. “Assim como acontece no comércio, quando passam as festas, os produtos ficam mais baratos”, avalia.