Profissionais bauruenses de diversas áreas, como dentistas, médicos, empresários, professores, bancários e estudantes se organizam para correr a 82ª São Silvestre, amanhã, em São Paulo. O grupo de 17 pessoas sairá da frente da ITE, amanhã de manhã e seguirá para São Paulo em uma van. Os integrantes do grupo se conheceram na academia Planetarium, da ITE, e nenhum deles tem o atletismo como profissão, são os chamados “atletas de final de semana” e que irão se divertir de maneira saudável, correndo a São Silvestre e largando no último pelotão.
É o caso da estudante de ciências contábeis, Lívia Nascimento, que correrá pela primeira vez a São Silvestre. “Vou correr para me divertir. Corri algumas provas em Bauru e achei que seria legal disputar uma corrida como a São Silvestre. Quero pelo menos terminar a prova”, afirma Lívia, que treina diariamente pelas ruas de Bauru. Segundo ela, a idéia de correr a São Silvestre surgiu após disputar a Corrida da USP, este ano, quando terminou na terceira colocação, “a partir daí gostei da idéia e resolvi me dedicar ao esporte.”
Já o dentista Marcelo Henrique Giaxa, de 32 anos, vai disputar amanhã sua oitava São Silvestre. Para ele, a corrida é uma grande confraternização de final de ano. “Corro desde 1999. Para mim, a São Silvestre é uma festa, é como se fosse um amuleto para começar o próximo ano bem. Não corro para competir, mas para me divertir”, explica Marcelo.
O professor de educação física da academia da ITE, Rodrigo Guitti, um dos organizadores do grupo que vai para a São Silvestre, afirma que apesar de amadores, estes atletas estão bem preparados para os 15 quilômetros da corrida. “Estamos treinando bastante. Fazemos fortalecimento na academia e em seguida corremos um percurso de 10 a 15 quilômetros diariamente. Nossa programação inclui correr a maratona de São Paulo no próximo ano”, revela o professor. O grupo bauruense tem o patrocínio de Aneethun Cosmética, Cherry Signs, Eletro Ponto e Bauruzinho.
História
O ritual da São Silvestre se repete há oito décadas. Tudo começou com o jornalista Cásper Líbero, que se inspirou numa corrida noturna francesa em que os competidores carregavam tochas de fogo durante o percurso.
Era o ano de 1924. Depois de assistir ao evento em Paris, ele não teve dúvidas de trazer o projeto para São Paulo. À meia-noite de 31 de dezembro daquele mesmo ano foi disputada a primeira São Silvestre, que homenageia o Santo do dia.