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Caso Natália: abaixo-assinado pede solução

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Pirajuí - Parentes da jovem Natália Cristina dos Santos, brutalmente assassinada em Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), em 2004, estão fazendo um abaixo-assinado solicitando que a morte da garota seja investigada pelo Departamento de Homicídios da Polícia Civil de São Paulo. Os moradores da cidade alegam que não se sentem seguros sabendo que os quatro suspeitos estão em liberdade.

O corpo de Natália foi encontrado na rua Nicolau Franzé no Parque Santa Guilhermina, perto do Clube de Tênis, no dia 2 de maio de 2004. Ele estava coberto com papelão, que, ao ser retirado, revelou a brutalidade com que foi morta. Os assassinos espancaram o rosto da jovem até desfigurá-la e possivelmente passaram várias vezes com o carro por cima do corpo dela.

“Tudo quanto é tipo de pancada ela levou na cara. Devem ter batido com taco de sinuca ou extintor de incêndio como está nos autos, que teria sido jogado dentro de um rio. Tem alguma coisa obscura neste caso que nós não conseguimos descobrir ainda”, explica Marcos Fernandes da Silva, tio de Natália.

O laudo técnico constatou que ela foi morta por asfixia mecânica (estrangulamento) e espancamento. Ela teve o rosto totalmente desfigurado e só foi reconhecida pela roupa que estava usando. Apresentava ainda uma lesão nas costas, provavelmente provocada pelo atrito do corpo contra a superfície áspera do asfalto.

Segundo Silva, nem as duas tias enfermeiras de Natália conseguiram reconhecer o seu rosto. “Eles destruíram o rosto dela. A parte do peito onde passou o carro, depois de la morta, ficou estraçalhado. Devem ter passado por cima duas ou três vezes. Nós tivemos que tampar o caixão”, lembra.

Na época, quatro rapazes com idade entre 21 e 23 anos, foram considerados suspeitos pelo crime. Três deles foram presos no dia 14 de julho daquele ano. O quarto suspeito fugiu. Por falta de provas e devido a um habeas corpus concedido pela Justiça, os suspeitos foram liberados três meses depois.

Parentes da jovem acreditam que existiram falhas nas investigações. Agora, eles querem que o delegado-geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo, Marco Antônio Desgualdo, envie uma equipe do Departamento de Homicídios para ajudar nas investigações. “Pedimos que ele envie uma equipe com recursos técnicos e pessoal, para auxiliar na investigação, que está sendo conduzida com grande esforço pela delegada local”, explica o tio da jovem.

Até agora, já foram colhidas cerca de mil assinaturas. De acordo com Silva, o objetivo é conseguir chegar a três ou quatro mil assinaturas até fevereiro. “Além desse abaixo-assinado, eu quero entrar, na primeira sessão da Câmara de fevereiro, com pedido de apelo para os vereadores votarem. Dessa forma, pretendo levar, junto com o abaixo-assinado, essa moção de apelo para que tenha mais força o pedido ao delegado-geral”, conta.

Insegurança

O assassinato de Natália comoveu a cidade, que desde 2004 aguarda por uma solução para o caso. “Não só os pais dela, mas a cidade toda se sente desconfortável. Muitos pais que estão assinando falam que não vêem a hora que os assassinos sejam presos porque, quando seus filhos saem à noite para se divertir, eles não conseguem dormir de preocupação”, conclui o tio da jovem.

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