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Governadora reconhece disputa entre tráfico e milícias na cidade

Folhapress
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Rio - A governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, pela primeira vez, ontem, admitiu que onda de ataques podem ter sido uma reação do tráfico às milícias. Para ela, essa hipótese está sendo investigada, assim como uma resposta do crime organizado à troca de governo com o objetivo de tentar impor um regime disciplinar mais brando nos presídios.

“Eu acho que podem ser as duas coisas, mas temos de investigar”, disse a governadora. Mesmo informado com antecedência sobre os ataques, o governo estadual do Rio só providenciou o isolamento dos seis chefes do tráfico que os teriam autorizado depois que 11 pessoas já haviam sido mortas, sete delas carbonizadas dentro de um ônibus interestadual.

Os alertas ao governo foram dados pelos serviços de inteligência das secretarias de Administração Penitenciária e de Segurança Pública pelo menos um mês antes do início dos ataques, na noite de quarta-feira.

Só anteontem, depois que os ataques já tinham deixado vítimas por toda a região metropolitana, é que os supostos chefes da ação foram transferidos para o presídio Bangu 1 (zona oeste), onde entraram no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado) por 30 dias.

O secretário estadual de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, listou quem são os seis acusados, chefes de três diferentes facções criminosas, cuja união é inédita. Antes disso, as facções viviam em guerra pelo controle de pontos de venda de drogas no Rio.

Os relacionados são Edmilson Ferreira dos Santos, o Sassá, da facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA); Robson André da Silva, o Robinho Pinga, do Terceiro Comando (TC); e quatro chefões do Comando Vermelho (CV): Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco; Isaías da Costa Rodrigues, o Isaías do Borel; Márcio Cândido da Silva, o Porca Russa; e Márcio Nepomuceno, o Marcinho VP.

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