São Paulo - As eleições no Palmeiras continuam gerando polêmica. Em resposta às declarações dos rivais, o candidato à presidência do Verdão pela oposição, Roberto Frizzo, esclareceu neste sábado que não há apoio formal de Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), e declarou que não irá agir ilegalmente na disputa por votos.
“Além de conselheiro do Palmeiras, Marco Polo é meu amigo particular”, comentou Frizzo. “Sei que conto com o voto dele e com os conselheiros do Palmeiras que trabalham na FPF, mas, como presidente da entidade máxima do futebol do estado, ele não pode se envolver com eleições de clubes”, reeditou, como havia dito anteriormente.
Frizzo também falou sobre o apoio que vem recebendo dos ex-presidentes do Verdão. Além do polêmico Mustafá Contursi, o candidato de oposição conta também com o incentivo de Carlos Bernardo Facchina Nunes, que ocupou o cargo máximo no Parque Antártica nos anos de 1989 a 1992.
“O ex-presidente Facchina teve uma passagem vitoriosa no clube, é bom saber que tenho o apoio dele”, comemorou. “E o Mustafá, se ele realmente confirmou seu voto em mim – que, na minha opinião, será a primeira vez em 30 anos que terei o voto dele – não vou decepcionar. Farei uma gestão muito boa para honrar os apoios que venho recebendo”, completou.
Para o vice-presidente José Cyrillo Júnior, que alertou a imprensa sobre um possível ‘jogo sujo’ por parte do rival. “Nunca vi isso em nenhuma eleição no clube, não é a tônica do Palmeiras. Gostaria de garantir ao vice-presidente que não vou apelar para nada deste caráter. Minha idéia é colocar o Palmeiras sempre lá em cima”, concluiu.
Reforços
A negociação envolvendo a troca do atacante Marcinho pelo meia Martinez e o atacante Kerlon, ambos do Cruzeiro, continua sendo tratada pelas duas diretorias.