Politicando

Tatu, não!


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O ex-presidente da Federação Paulista de Futebol, Eduardo José Farah, foi nosso colega de exército no 1º BCCL, atual BID, de Campinas. Já naquele tempo Farah demonstrava forte inclinação política. Quem já foi militar, sabe. Uma coisa que se respeita na caserna é a hierarquia.

Nenhum soldado, exceto o Farah, ousava chegar perto do coronel comandante. A ponto de certa vez, ao voltar da cantina, nos surpreendermos com o Farah oferecendo tranqüilamente salgadinhos para o coronel. Nunca mais o vimos.

O máximo que fazíamos era enviar-lhe abraços pelo Eurydes Milagre, presidente da Liga Bauruense. Pois foi um dirigente do torneio do Eurydes que nos contou sobre um tal de Tatu, da várzea bauruense. Tratava-se de um jogador que chutava muito forte, mas curiosamente, várias bolas que chutara, durante os jogos, acabavam entrando em tocas de tatu.

Dizem que numa das vezes a bola só foi recuperada com o uso de enxadas e após muito trabalho. Infelizmente, em um determinado jogo havia três tocas de tatu atrás do gol. O Tatu, como cobrador oficial, conseguiu a façanha de, naquela partida, embocar a bola nas três tocas. Dava um grande trabalho recuperá-la. Pelo modo como ficavam presas no fundo.

Depois da terceira embocada, a cada falta nas imediações da área, a torcida gritava: - O Tatu, não! ...O Tatu, não!

Contada por Rui Bertoti

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