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A luz no fim do túnel


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Inúmeras são as críticas aos políticos brasileiros. Ora pela arraigada corrupção que impera entre as negociações entabuladas por alguns deles, ora pelo injustificado aumento de salários que recentemente foi barrado pelo Poder Judiciário. Infelizmente, cresce o número de cidadãos que procuram na política um meio de sobrevivência e enriquecimento, sem ter a mínima preocupação com os ideais que norteiam, ou, pelo menos deveriam nortear o pensamento daqueles que almejam assumir funções públicas.

O compromisso com a honestidade, transparência e a preocupação em atender as classes menos favorecidas são requisitos que os eleitores não analisam no momento da escolha de seus representantes e, por isso, os únicos culpados pela corja de políticos corruptos que assola o País somos nós mesmos. A grande maioria de nossa população vive em condições sub-humanas, mantendo suas famílias com um mísero salário mínimo ou através da economia informal.

A solução para esse e vários outros problemas não pode ser obtida de imediato. A longo prazo, poderemos eliminar os políticos corruptos fornecendo à nossa sofrida população condições de discernir entre o bom e o péssimo representante do povo ao depositarem seu voto na urna. Para tanto, é necessário, por primeiro, que haja um projeto de conscientização da importância da laqueadura e da vasectomia para evitar que famílias que moram em favelas e que não possuem condições de sustentar um filho sequer, constituam uma prole com cinco, seis ou sete filhos.

Está mais que provado que a distribuição de preservativos não tem o condão de reduzir a gravidez indesejada e só uma medida austera poderá auxiliar a reduzir o número de crianças pobres que, à toda evidência, não terão a mesma sorte daquelas que são filhos de pais mais abastados. A finalidade da medida é clara, pois, ficará muito mais fácil para o Estado fornecer educação, alimentos e remédios a um número reduzido de crianças que nascerem através de um planejamento familiar adequado implantado nas habitações multifamiliares.

A realidade que vemos hoje é trágica: famílias com pais desempregados tentando manter vários filhos, sendo que a maioria deles terá grande probabilidade de se tornar um futuro bandido por falta de recursos para sobreviver decorrentes da má distribuição de rendas. Uma família melhor estruturada terá condições de fornecer educação ao seu filho, vê-lo galgar os degraus de uma faculdade e tornar-se um profissional digno, honesto e com condições de ajudar sua família, além de colaborar com a redução da criminalidade que assola o Brasil.

Sem dúvida, a educação é a chave para a construção de um país melhor e implantação do discernimento necessário à população menos favorecida para que tenham condições de melhor escolher seus representantes.

A valorização dos professores do ensino fundamental e médio é medida urgente e necessária para fornecer motivação e elevar a auto-estima dessa categoria profissional que, num passado distante era reconhecida com glórias e louros e, hoje, por conta dos péssimos salários, está esquecida e desvalorizada, o que tem influenciado de modo relevante no aprendizado de nossas crianças.

Por outro lado, a criação do ProUni surge, hoje, como uma luz no fim do túnel, fornecendo aos alunos de baixa renda a possibilidade de ingressem nas faculdades com bolsas de estudo, algo impossível até ontem.

E esse privilégio não pode ser desperdiçado, pois, é um meio digno de obter qualificação profissional e vencer as adversidades que a vida colocou à frente do nosso sofrido povo.

Portanto, cumpre agora, aos pais, exigirem de seus filhos, boas notas nas escolas e no Enem para que tenham condições de aprovação numa faculdade séria e preocupada com o futuro de seus alunos e, a longo prazo, mudar o destino deste País, elegendo representantes que estejam atentos aos problemas enfrentados pelas classes menos favorecidas, sejam transparentes e honestos. Esse é o Brasil que queremos e precisamos com urgência! Agora, resta indagar: será que é esse o Brasil que alguns políticos querem?

O autor, Sérgio Ricardo Rodrigues, é advogado criminalista, procurador do município de Bauru e advogado orientador da Instituição Toledo de Ensino - ITE - OAB-SP 36.354

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