Regional

Após polêmica, começa mutirão de inscrição no Bolsa Família de Jaú

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 3 min

Jaú - Começou ontem o cadastramento dos interessados no beneficio do Programa Bolsa Família (PBS) em Jaú (47 quilômetros de Bauru). O mutirão foi implantado pela Secretaria de Assistência Social depois que vereadores de oposição e o Ministério Público Federal pressionaram a Prefeitura para que agilizasse a execução do programa, que já atende mais de 2,9 mil famílias.

Em setembro do ano passado, o Ministério Público Federal (MPF) de Jaú, através do procurador da República Fabrício Carrer, apresentou um requerimento à Secretaria de Assistência Social solicitando informações sobre como é feito o atendimento pelo programa no município. Na época, o vereador Carlos Ramos (PT) também solicitou explicações à Secretaria depois que um morador reclamou da demora no atendimento para preencher a ficha de adesão ao programa.

Segundo o vereador, o atual procurador, Marcos Salati (que substituiu Carrer) teria achado insuficientes as razões alegadas pela secretária da pasta, Maria da Lapa, sobre a demora no atendimento aos interessados no programa. “Ele (o procurador) enviou um ofício determinando que eles tomassem providências para atender essas famílias. O resultado deu neste novo processo de cadastramento”, explica Ramos.

A assessoria de imprensa da prefeitura confirmou que o mutirão, que começou ontem e prossegue até o dia 12, foi criado para atender o pedido do MPF. Dois problemas foram apontados na execução do programa em Jaú: o fato de demorar até três meses para fazer o cadastro dos interessados e o número insuficiente de funcionários trabalhando dentro do programa.

O mutirão, que ocorre nesta semana, conta excepcionalmente com 10 cadastradores que estarão atendendo os interessados o dia todo. Em dias normais a Secretaria da Assistência Social tem duas funcionárias que atendem os interessados no programa através de agendamento. A administração municipal alega que elas são servidoras municipais e realizam outros trabalhos na Secretaria, além de atenderem os interessados no Bolsa Família.

Ramos explica que a solução para o problema seria aumentar o número de funcionários na pasta para atender exclusivamente ao programa. “O que eu defendi com ela (secretária), é que estamos (os vereadores) dispostos a criar os cargos para ela. Tem que montar uma equipe de assistentes sociais só para cuidar disso porque senão não dá conta. E tendo esta equipe dá para fazer um cronograma de visita e ir no local ver como estão as famílias. É este tipo de trabalho que faz com que o projeto dê certo e que as pessoas percebam que estão sendo vigiadas e fiscalizadas. O sucesso do projeto passa por isso”, explica.

A reportagem do JC procurou ontem, por telefone, a secretária para que comentasse o assunto, mas foi informada que ela estava em viagem. A assessoria de imprensa da prefeitura, no entanto, disse desconhecer projeto de aumentar o número de funcionários no programa.

“A secretária deu uma entrevista e disse que por mais que a Secretaria tenha agilizado o serviço, Jaú já atende um número excessivo dentro do Programa Bolsa Família. Existe um índice do governo, para todas as cidades, que diz que Jaú pode ter até 2.582 cadastros de pessoas beneficiadas. No entanto, Jaú já tem 2.940, está acima do índice”, informou a assessoria.

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