Pelo terceiro ano consecutivo visitei as regiões de Bauru, Pirajuí e Lins e faço uso da Rodovia Marechal Rondon, que está com suas pistas asfálticas em estado deplorável. Além de buracos em alguns trechos, colocando em risco a vida dos motoristas e seus ocupantes, as faixas de rolamento estão em pedra (sem a camada asfáltica), que danifica os pneus dos veículos. É incrível porque essa importante rodovia tem postos de pedágios. Ou seja, pagamos tarifas altas para usar uma via pública que não vem recebendo manutenção e conservação necessária, seja das empresas que exploram o pedágio ou do Governo Estadual. Onde estão os políticos da região? Será que eles não trafegam pela Marechal Rondon ou fazem uso de aviões e helicópteros? O que os legisladores andam fazendo que não cobram providências junto ao Governo do Estado? Seria interessante tomar conhecimento do contrato de privatização para saber se as empresas são ou não as responsáveis pela conservação da rodovia por elas exploradas. Caso positivo, qual a razão de não cumprirem o dispositivo contratual?
Tive a grata satisfação de voltar, 66 anos depois, à Cidade Sem Limites, onde nasci, mais precisamente na rua 12 de Outubro, 5-53 (o imóvel não existe mais). Aliás, aquela rua e outras da vila estão merecendo atenção do Executivo Municipal, já que estão esburacadas. Mas em contrapartida, fiquei satisfeito ao constatar que minha terra natal tem um jornal diário de excelente qualidade, no caso o Jornal da Cidade. Muito bem feito e que não perde para nenhum outro da chamada “grande imprensa”, da Capital Paulista, onde tive o prazer de militar por muitos anos. Mas como filho da Cidade Sem Limites, continuo otimista e esperançoso de que no final deste ano, quando voltarei a visitar a região, possa me deparar com uma rodovia decente, como a Castelo Branco e Imigrantes, cujos pedágios são caríssimos, mas o usuário pode trafegar numa rodovia de Primeiro Mundo.
Arlindo Ribeiro - jornalista - MTb 515 - São Paulo-SP - RG 7.787.432.8