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Arlindo Chinaglia pretende reajustar salários dos deputados

Folhapress
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Brasília - O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) afirmou anteontem que vai encontrar soluções para o reajuste salarial dos deputados se for eleito presidente da Câmara. O candidato disse estar disposto a defender a equiparação dos salários dos deputados ao teto do funcionalismo público - que é de R$ 24,5 mil - caso essa seja a vontade da maioria dos 513 deputados. “Eu estou tranqüilo inclusive para defender a equiparação salarial, mas se isso for vontade da maioria. Não tenho nenhum temor, mas qual será a minha posião, a conferir. Vamos resolver isso de maneira breve. Se eu for presidente, vou resolver isso rapidamente”, afirmou.

Chinaglia disse que vai trabalhar pela “valorização do Poder Legislativo”, o que inclui a discussão sobre os salários. “Às vezes há hipocrisia no debate. Vou refletir como abordar, mas vou abordar esse assunto. A desvalorização do Legislativo, toda vez que aconteceu, provocou a ditadura”, disse. O deputado classificou como um “desastre” o desfecho da discussão sobre o reajuste dos deputados no final de 2006.

Com a forte pressão popular contrária à equiparação dos subsídios dos deputados ao teto, os parlamentares decidiram em dezembro deixar a discussão para a próxima legislatura que será empossada em fevereiro. “Não conseguimos nem repor as perdas da inflação, foi um desastre. Eu não vou começar assim”, afirmou.

Já o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), um dos articuladores da candidatura de Chinagila, disse que a discussão sobre os salários será incluída na carta-compromisso que o petista irá encaminhar para os 513 deputados em busca de apoio. “Ele vai dizer que esta discussão tem que ser tratada com seriedade. Se vai haver reposição inflacionária, equiparação ou se não vai haver nada, isso tem que ser discutido por todos”, afirmou.

Outro tema que Chinaglia pretende analisar, se for eleito, é a verba de gabinete. Os deputados têm direito a R$ 15 mil de ressarcimento por gastos extras - como por exemplo com combustíveis - que acabam sendo incorporados irregularmente por diversos parlamentares como salário. Uma das propostas em discussão é que os parlamentares tenham um salário maior e a verba possa ser dispensada.

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