Tribuna do Leitor

Vendendo o sofá


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Ao que parece, baixou o espírito da extinção nas Cerejeiras. Num mundo em que as atividades produtivas tornam-se cada vez mais complexas, exigindo respostas complexas, em Bauru pensa-se a economia através do cotidiano do lar.

Acaba-se com a Sagra e faz-se economia no varejo. Mas perde-se um instrumento para planejar o desenvolvimento desse setor produtivo, coordenando políticas nos níveis local, regional, estadual e nacional. Optou-se por induzir prejuízos no atacado. Pensar políticas públicas através do senso comum das colunas deve/haver da contabilidade doméstica deveria ser atributo apenas do cidadão que não é capaz de enxergar um palmo adiante do nariz, mas quando isso envolve um prefeito de uma cidade do porte de Bauru significa o decaimento do pensamento econômico ao mero economicismo.

Já a extinção da Sear é aquela velha história de alguém que flagra o parceiro traindo no sofá da sala e adota como providência vender o sofá.

Geraldo A. Bergamo - professor da Unesp - RG 5.538.451

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