Começo de ano é tempo de mexer no bolso para comprar a extensa lista de material escolar. Para os pais que precisam economizar, o jeito é gastar a sola do sapato em busca de preços baixos. É o que orienta o consultor financeiro Carlos Eduardo de Oliveira. Segundo ele, a variação nos preços dos produtos pode chegar a 40%.
“A pesquisa de preço é a melhor maneira de conseguir bons preços, assim como o pagamento à vista, se for possível”, comenta. Oliveira ressalta que também é importante que os pais procurem marcas mais populares, que são mais baratas em comparação a produtos considerados de primeira linha.
“É uma medida que pode gerar boa economia. Comprar um produto que seja semelhante ao necessário é uma alternativa muito viável”.
Gastar pouco na hora de comprar o material escolar também requer disciplina com os filhos. O consultor financeiro orienta os pais a evitar levá-los à papelaria e incentivá-los a reaproveitar alguns itens usados no ano anterior. “Em muitos casos, o filho mais novo pode ficar com a mochila, o estojo e outros itens que o irmão mais velho usou no ano que passou. Essa medida pode diminuir muito o volume da compra”, destaca Oliveira.
De acordo com o consultor, se todas essas orientações forem levadas em consideração, os pais poderão obter economia de até 40% sobre o custo total da lista.
“É um percentual considerável para o bolso. Mas também é importante que o consumidor faça um planejamento desse gasto no ano anterior. Dessa forma, ele pode prever e preparar a carteira para mais esse gasto do começo do ano”.
Preços menores
Quem já começou a percorrer as papelarias de Bauru para a compra de materiais escolares tem constatado que o preço dos produtos está estabilizado em comparação a 2006. Muitos itens, inclusive, estão até mais baratos. Conforme o Jornal da Cidade antecipou no final do ano passado, o motivo dessa boa notícia para os pais é o kit escolar distribuído em 2006 pelo governo estadual.
O benefício, que contemplou os estudantes da rede pública de ensino, fez com que muitos artigos “encalhassem” nas prateleiras das lojas. Em razão disso, o preço dos itens não subiu ou apresentou queda.
“Nossos cadernos estão 15% mais baratos. Sobraram muitos, tanto nas papelarias quanto nas fábricas. Isso tem favorecido o preço estabilizado ou mais baixo em relação a 2006”, diz Valmir Aucieli, dono de uma rede de papelarias em Bauru.
Em outra da rede da cidade, os preços dos materiais escolares também estão atrativos ao consumidor. Alguns itens têm desconto de até 50% nas compras à vista.
“A maioria dos produtos está com o mesmo preço do ano passado. Se o governo não liberar o kit neste ano, nossa expectativa é de vender 15% a mais do que em 2006”, comenta Nilo Sérgio Alves Júnior, gerente da empresa.
Para o comerciário Gilmar Lopes, que estava ontem no Centro de Bauru pesquisando preços de material escolar junto com a filha Giovanna, 7 anos, os produtos estão, de fato, mais baratos. “Estou pesquisando para encontrar o melhor preço, mas já deu para perceber que o custo do material caiu bastante, inclusive de cadernos”, constata.
Apesar da satisfação de Lopes com os preços, ele admite que terá de gastar um pouco mais para satisfazer alguns gostos da filha. A menina já escolheu uma mochila da “Hello Kitty” de R$ 138,00.
“Pretendo pesquisar mais para ver se encontro preço melhor. Mas vou comprar, afinal, só tenho ela de filha e vale a pena fazer o gosto dentro do possível”.
O comerciário ressalta que pretende pagar as compras à vista para conseguir mais desconto ainda.