Regional

Casas podem desabar em Pirajuí

Davi Venturino
| Tempo de leitura: 2 min

Pirajuí - Três casas localizadas às margens do Córrego Douradinho, na região central da cidade de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru), correm perigo de desabamento. Moradores de uma delas, inclusive, tiveram que sair do local depois que parte da encosta do córrego desbarrancou. A prefeitura vem trabalhando na limpeza e desassoreamento do local há vários meses com a dragagem no leito do rio. O longo período de chuvas, no entanto, piorou o risco de desabamento dos imóveis que ficam na Avenida Brasil.

O morador de uma das residências, o aposentado Lauro Francisco Cabral, de 72 anos, culpa a colocação de estacas de eucalipto instaladas pela prefeitura para segurar o barranco, mas que acabaram caindo.

“Mas a terra que saiu tirou o encosto do barranco e a terra desceu em frente a minha casa”, conta. Ele aposta que não há risco de desabamento de sua moradia, que fica a cerca de 15 metros do córrego.

O vereador Rodrigo Giora (PT) atribui a situação perigosa vivida pelos moradores dos imóveis às obras de limpeza e desassoreamento do rio que estariam sendo feitas de forma “inconseqüente” pela prefeitura.

“Tirou a parte de cima da barranca do rio e deixou a barranca do rio exposta. Cavou mas não plantou uma grama, não nivelou o terreno. Só moveu a terra e quando a chuva vem traz a terra de volta para o leito do rio e desbarranca”, alega o parlamentar.

A limpeza no córrego foi solicitada pela própria população depois que o vereador Edson Carlos Pfeifer morreu vítima da leishmaniose, em fevereiro de 2006. O matagal e lixo que existiam no local preocupavam os moradores que temem a proliferação do mosquito palha (transmissor da doença). “Limpar o leito do rio não era tirar as árvores como eles fizeram. Eles cortaram árvores, puseram essa draga. Limpar o leito do rio é tirar o mato, não a mata”, alega Giora.

O prefeito Jardel Araújo (PFL) reconhece o problema enfrentado pelos moradores das três residências localizadas próximas ao leito do córrego, na avenida Brasil. “Temos um problema de casas que estão à beira do córrego. Ficou oito meses na cidade uma máquina do governo estadual fazendo a dragagem do rio, elarguecendo o rio e a profundidade da calha. Estamos de olho na situação destas casas. Uma já foi evacuada e tem uma outra que estamos observando e tentando solucionar (o problema). Hoje (ontem) a chuva deu uma trégua, então é provável que não precisamos tirar a família de lá”, comenta.

O prefeito ressalta que as casas estão em uma região onde atualmente é proibido construir qualquer edifício. Apesar disso, as moradias estão legais já que foram construídas há cerca de 30 anos.

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