Economia & Negócios

Gás natural não virá a Bauru neste mês

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

Os empresários do setor industrial de Bauru que esperavam poder utilizar gás natural como alternativa de matriz energética já neste mês, terão que esperar um pouco mais. Ontem, a assessoria de imprensa da Gás Brasiliano revelou ao Jornal da Cidade que o início da distribuição do produto na cidade sofrerá atraso por problemas contratuais. Entretanto, por ora não foi feita outra previsão para o início do fornecimento.

Conforme divulgado pelo JC ainda em 2005, a Gás Brasiliano - concessionária responsável pela distribuição do gás natural, oriundo da Bolívia, para toda a área Noroeste do Estado de São Paulo - havia programado para janeiro deste ano o início do fornecimento do produto ao setor industrial de Bauru.

Como a rede primária que ligará Bauru ao gasoduto Brasil-Bolívia só estará pronta em 2008, até lá o gás natural será trazido da sede da Gás Brasiliano, em Araraquara (139 km de Bauru), por carretas. Mas para ser distribuído na cidade é preciso que esteja pronta a estação de descompressão do produto.

“A Gás Brasiliano é responsável pelo fornecimento do gás natural comprimido. O transporte até Bauru e o descarregamento na estação de descompressão serão feitos por outra empresa. O problema é que o contrato com a empresa que fará isso não foi fechado, pois ainda estão sendo discutidos alguns detalhes. Então, não será possível iniciar a distribuição do gás ainda neste mês, mas no momento é impossível fazer uma nova previsão (de data)”, diz Ronaldo Kohlmann, assessor de imprensa da Gás Brasiliano.

Por outro lado, ele afirma que as obras da tubulação que alimentará a estação de descompressão foram concluídas em dezembro, dentro do prazo previsto pela empresa. São 14 quilômetros de tubulação instalada entre os distritos industriais 1 e 2 de Bauru.

“As obras da tubulação eram de responsabilidade da Gás Brasiliano e foram concluídas dentro do prazo previsto. É importante ressaltar que a alteração da data para o fornecimento do gás natural na cidade ocorreu por questões de contrato, ou seja, o problema não está diretamente relacionado com a empresa”, acrescenta Kohlmann.

Abastecimento

De acordo com informações fornecidas anteriormente ao JC pelo diretor técnico da Gás Brasiliano, Eustáquio Fragalle, cada carreta que trará o produto até Bauru comporta 6 mil metros cúbicos de gás natural comprimido.

Uma indústria de médio porte que utilize o gás durante oito horas por dia, por exemplo, precisará reabastecer seu estoque a cada quatro dias. A idéia da concessionária é de que as carretas vindas de Araraquara passem por Bauru a cada dois dias para garantir o fornecimento.

A previsão da Gás Brasiliano em relação ao gasoduto é de iniciar as obras em julho. A rede que o ligará a Bauru fica em Guaiçara, cidade localizada entre Lins e Promissão, a 110 km de Bauru. A estimativa de Fragalle é de que demore seis meses para as obras serem concluídas. Desta forma, o transporte rodoviário do gás poderá ser interrompido já no início de 2008.

O gás natural que chegará a Bauru também poderá abastecer residências, substituindo o uso do gás liqüefeito de petróleo (GLP). Contudo, ainda não há previsão de quando entrará em operação a rede secundária da empresa, que inicialmente abastecerá casas e condomínios residenciais na região do Jardim Contorno.

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GNV

Até o final deste mês deve entrar em operação o fornecimento de gás natural veicular (GNV) em um posto de combustíveis Petrobras em Bauru. Conforme divulgado pelo Jornal da Cidade em dezembro último, a venda do produto será feita no posto BR localizado na esquina da avenida Cruzeiro do Sul com a rua Galvão de Castro, do empresário Cláudio Renato Garbuio.

A previsão feita por Heitor Kaschel Baroni Filho, da gerência regional de rede de postos SP 7 da Petrobras, era de iniciar a venda do GNV até o dia 20 de janeiro. Mas em função das constantes chuvas, houve um atraso nas obras que estão sendo realizadas no posto. A Petrobras está investindo R$ 2,5 milhões no projeto do primeiro posto de Bauru a comercializar gás natural veicular. O transporte do produto de Araraquara a Bauru também será feito por carretas.

“Como está chovendo muito desde o final do ano passado, as obras referentes à colocação de concreto, por exemplo, tiveram atraso de uma semana. Por isso, pode ser que o início das vendas do GNV demore cerca de dez dias além do previsto. Mas nós estamos fazendo de tudo para que isso não aconteça. Na próxima semana, inclusive, já está marcado um treinamento dos funcionários do posto”, diz Baroni Filho.

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