Enquanto os estragos provocados pela chuva nos municípios de Getulina, Pongaí, Reginópolis e Pirajuí ainda estão sendo avaliados pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil, os acessos a estas cidades estão sendo liberados após os reparos executados pelo Departamento de Estradas e Rodagem (DER).
Estava previsto para o final do dia de ontem a liberação do tráfego no trecho da rodovia Hilário Spuri Jorge (SP-331), que liga o município de Reginópolis a Iacanga. O trecho da rodovia BR 153, que dá acesso à cidade de Getulina, foi aberto na tarde de anteontem. “Este trecho foi liberado de forma precária porque ainda tem muito serviço para fazer”, comentou uma fonte do DER.
Avaliação de danos
Por enquanto, uma possível ajuda vinda do governo estadual vai depender da real necessidade dos municípios. Ontem, a Coordenaria Estadual da Defesa Civil (Cedec) divulgou o último balanço dos estragos causados pela chuva citando na região de Bauru apenas Pongaí, que decretou emergência.
De acordo com o tenente Rodrigo Quintino, da Cedec, os municípios de Pongaí, Getulina, Reginópolis e Pirajuí ainda estão em processo de avaliação dos prejuízos causados em decorrência da chuva. “Formalmente, nós não recebemos nada ainda dos municípios”, disse.
Mesmo assim, ele já conversou com os prefeitos destas cidades que, no momento, ainda estão preenchendo os documentos que detalham as ocorrências provocadas pela chuva. “Eles estão avaliando todos os prejuízos nos diversos setores da economia, social e ambiental para que, com base nesta avaliação de danos, possa adotar as medidas necessárias do ponto de vista do Sistema Nacional de Defesa Civil”, explica.
Sem calamidade
Quintino descartou a possibilidade de alguma destas cidades decretar estado de calamidade pública. “Não é o caso de nenhum município do Estado de São Paulo. Eventualmente pode ser situação de emergência. Mas a decretação só ocorre posteriormente a esta avaliação de danos”, revela.
Segundo o tenente, a ajuda da Defesa Civil, caso necessária, pode vir de duas maneiras. “Num primeiro momento, nossa ajuda é com materiais de primeira necessidade para as pessoas que sofreram com essas emergências. É uma ajuda suplementar para os desalojados e desabrigados.”
De acordo com Quintino, num segundo momento, se reconhecida a situação de emergência, os municípios podem pleitear tanto do governo do Estado quanto do governo Federal recursos para ajudar na reconstrução, principalmente da infra-estrutura das cidades.