Regional

Incêndio consome estoque de fábrica de calçados em Jaú

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - Um incêndio sem causa definida destruiu parte de uma fábrica de calçados em Jaú, 47 quilômetros de Bauru, na madrugada de ontem. Os prejuízos ainda não foram calculados pelo proprietário, mas sabe-se que o fogo consumiu o estoque para fabricar sapatos durante 30 dias. Não houve feridos.

O incêndio teve início por volta das 2h na rua Frederico Navas, 191, Jardim Santo Ivo, bairro residencial. A fábrica Due Fratelli, fabricante de calçados femininos artesanais, uma das únicas da região, ocupa um barracão de cerca de 400 metros quadrados, divididos em almoxarifado e fábrica.

O fogo atingiu na totalidade o espaço ocupado pelo almoxarifado e chamuscou o telhado da fábrica, sem atingi-la. O material combustível ajudou o fogo a se propagar rapidamente. Dentre eles o destaque ficou para colas, tinner, papelão, palmilha, solado de sapatos e muito couro.

Para debelar o fogo, o Corpo de Bombeiros de Jaú utilizou 30 mil litros de água em quase duas horas, tempo utilizado para conter o incêndio e fazer o rescaldo. Para os bombeiros, o incêndio foi considerado de grande monta, assim como os prejuízos causados por ele.

De acordo com os ‘homens do fogo’, a fábrica não tinha vigia e foram os vizinhos que perceberam a fumaça que começou a ser exalada após o sinal do alarme. O bombeiro foi acionado e como o quartel está localizado a cerca de um quilômetro do local, a chegada foi rápida.

Suspeita paira no ar

Para a mulher do proprietário da fábrica, Flávia Carneiro, a perícia irá definir a causa do incêndio que aconteceu um dia após o estabelecimento receber mercadorias dos fornecedores. “Estamos levantando o prejuízo total. Ainda não sabemos a causa do fogo.”

A mulher não descarta a possibilidade de incêndio criminoso, apesar de não subsídios para isso. “Sempre fica a suspeita. Não encontramos nada que pudesse nos levar a pensar assim, mas a dúvida fica. Não temos seguro.”

Ela alega que a possibilidade de um curto circuito não está descartada, mas o prédio tem cinco anos. “A estrutura física é nova, todas as instalações são novas, por isso não cogito essa possibilidade com grandes chances, porém, tudo é possível.”

Segundo ela, a fábrica é a única da região que ainda confecciona calçados finos de forma artesanal. “Com solado de couro, todo artesanal”.

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