Venho por meio desta carta agradecer ao senhor João José de Lima (Jota) pelo seu apoio e elogio, que são de grande valor para minha pessoa. Aproveito essa oportunidade para dizer que a cada dia, a cada hora ou a cada minuto que se passa o mundo se transforma, as pessoas perdem a consciência, perdem a noção de muitas coisas, apesar de conhecerem sobre assuntos que afetam boa parte da sociedade, e essa boa parte a que vou me referir são nossos idosos.
As pessoas, repetindo o que já disse na opinião anterior, estão se esquecendo que o tempo passa, a vida corre e o mundo gira. “O que plantamos hoje poderemos colher amanhã”. Pode haver guerras, furacões, transtornos, mas quando estamos em união, tudo é mais fácil de se resolver, mais fácil de levar e mais fácil de se vencer, mas isso em união. E quando nos vemos sozinhos e sem ninguém para nos auxiliar? E isso nos problemas mais simples, e depois, quando nos vemos na doença, necessitados e amarrados em uma cama de hospital e, finalmente, “jogados” em um “asilo” por quem tanto nos dizia que jamais estaríamos sozinhos? O que fazer?
Pensemos no que plantamos no passado, se talvez não teríamos feito o mesmo com alguém próximo ou algo até pior.
Devemos fazer uma volta por toda nossa vida e tirar nessa volta todas as nossas dúvidas, mas se você foi abandonado injustamente como nossos pobres e muitos “velhinhos” e não pode reagir contra nada, saiba, meu amigo, que está próximo de fazer parte da população de idosos.
Ou você que é filho, responsável ou qualquer um, mas principalmente você, idoso, saiba que esses estão plantando e plantando frutos da pior espécie para logo se verem livres de uma responsabilidade. Esses colherão uma grande safra, mas do que plantaram, pode ser hoje, amanhã, ano que vêm ou qualquer outra ocasião, mas digo que o que é para vir, virá, igual ou pior.
Pensemos, o meu objetivo nesse artigo é justamente isso, passar uma mensagem de reflexão profunda a todos, sei que é impossível mudar um mundo ou até uma mente por meio de palavras, mas é de pequenos gestos que surgem as diferenças.
Desejo ao amigo Jota, a todos os amigos e a todas as pessoas um ótimo ano. E que nesse ano possamos refletir mais e mudar pequenas coisas que aos poucos crescem e muito como o abandono de nossos batalhadores e queridos idosos que se encontram em estado de calamidade. Ainda é possível mudar.
Gabriel Malmonge Salorno - estudante - 15 anos - RG 47.144.430-3