Tribuna do Leitor

Educação Física escolar: uma aliada contra o sedentarismo infantil


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O sedentarismo, principal causa do aumento de doenças como obesidade, diabetes, hipertensão arterial e outras doenças crônico-degenerativas, são caracterizadas pela ausência de atividade física.

Atualmente, não só adultos sofrem com esta “epidemia” do século 21. O número de crianças sedentárias e conseqüentemente obesas, em idade escolar, vem crescendo consideravelmente a cada ano.

Estimativas revelam que a obesidade infantil dobrou nos últimos dez anos e atinge hoje cerca de cinco milhões de crianças e adolescentes no Brasil, como conseqüência do desenvolvimento tecnológico e das facilidades criadas por estes avanços.

Tentando encontrar um caminho contra o “mal do século”, podemos destacar a escola como principal meio para frear os avanços desta epidemia, e não é exagero dizer que ela exerce um papel fundamental na luta contra o sedentarismo, e que principalmente o professor de educação física tem grande responsabilidade em criar o hábito (na criança) pelo gosto a prática de atividades físicas.

Esta não é uma tarefa fácil, principalmente porque a tendência tecnicista é a que predomina nas aulas de Educação Física Escolar, ou seja, selecionam-se os mais aptos e excluem os menos habilidosos.

E para conseguirmos agir contra o sedentarismo infantil, é preciso acabar com essa valorização excessiva do desempenho como objetivo único na escola.

Vários são os caminhos apontados com intuito de superar o problema do “Esporte na Escola”, como por exemplo, as abordagens desenvolvimentista, construtivista-interacionista, critico-superadora e sistêmica, existindo também complementações a estas abordagens.

A introdução destas abordagens no campo do debate da Educação Física proporcionou uma ampliação na área de atuação desta profissão. E é sobre estes novos ângulos visionários que enfatiza as dimensões psicológicas, cognitivas, sociais, que nós profissionais, devemos nos apoiar para a construção de um ser humano integral.

Quando digo integral me refiro a uma educação não apenas preocupada com a formação do físico, mas uma educação que possa sustentar a atividade cognitiva.

Em suma, nosso papel é conscientizar a criança da importância de se praticar atividades físicas, e seus benefícios contra as doenças crônico-degenerativas, e primordialmente induzir o aluno a sentir prazer ao realizar tais atividades.

É visível que a criança obesa, quando participa de um jogo ou exercício, sua atividade é acentuadamente mais baixa do que a de uma criança com peso normal sob as mesmas condições. Existem também recentes pesquisas que afirmam que crianças obesas têm atraso no desenvolvimento motor, apresentando-o inferior a sua idade cronológica.

Estando atentos a estes detalhes, característicos das crianças obesas, e consciente dos objetivos e caminhos de nossas práticas pedagógicas, realizando todas e quaisquer adaptações necessárias, estaremos prontos para agir contra o sedentarismo infantil dentro das escolas.

Permitiremos, assim, que estas crianças, sintam prazer na prática de atividades físicas e, conseqüentemente, torná-las-emos adultos ativos.

E com isto quem sabe, poderemos até estar construindo uma nova tendência para a Educação Física, ou seja: a Educação Física em busca de qualidade de vida.

Mariana Rocha Justos - aluna de educação física da Faculdade Fênix - RG 32.541.681.3

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