Bocaina - Sven E. Jorgensen, da Universidade de Copenhagem (Dinamarca), e Vicente Santiago, gerente de programas da Organização das Nações Unidas (ONU) no Japão, acompanhados pelo professor José Galizia Tundisi, do Instituto Internacional de Ecologia (IIE) de São Carlos, estiveram ontem em Bocaina (69 quilômetros de Bauru). Os especialista foram avaliar os problemas ambientes que atingem o município que foi beneficiado com uma verba de US$ 60 mil.
Os recursos, segundo informações da prefeitura, serão utilizados para repovoar e reflorestar as margens e o córrego da Bocaina. O projeto prevê a implantação de uma área para tratar a água contaminada por fósforo, lançada pela Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). A filtragem da água será feita através de plantas.
O córrego da Bocaina, que deságua no Rio Jacaré-Pepira, tem a água tratada, porém, com deficiência, pela Sabesp, segundo informou a administração municipal. De acordo com a prefeitura, a filtragem de resíduos não é satisfatória, contaminando o manancial.
A Sabesp já se comprometeu a construir uma nova estação de tratamento, de acordo com o município.
Os especialista ambientais foram conhecer a estação de tratamento e o projeto “Bocaina, Cidade Sustentável”, que inclui a Escola da Água e o conjunto habitacional Pedro Alexandrino. Ecologicamente correto, o núcleo tem aquecedor solar, caixas acopladas no lugar de válvulas hidra e calçamento em grama.
A Organização Não-Governamental (ONG) Mãe Natureza, de Barra Bonita, representada por Hélio Palmesan, participou do encontro com o ônibus educativo sobre a poluição do Rio Tietê para que os especialistas conhecessem.