Washington - A maior parte dos americanos se opõe à nova estratégia do presidente dos EUA, George W. Bush, para o conflito no Iraque, que prevê o envio de 20 mil soldados adicionais ao país, segundo pesquisa do jornal americano “The Washington Post”.
De acordo com o levantamento, realizado pelo “Post” e pela rede de TV ABC, 61% dos americanos dizem ser contra o aumento dos soldados dos EUA no Iraque, dos quais 52% afirmam se opor “com veemência” ao reforço nas tropas. Segundo a pesquisa, apenas 36% se declararam favoráveis à medida de Bush.
Em um pronunciamento de 20 minutos na noite de ontem na Casa Branca, Bush afirmou que o fracasso no Iraque terá “conseqüências desastrosas para os Estados Unidos”, e que para evitá-lo será necessário enviar 20 mil soldados adicionais ao país árabe.
A maioria dos americanos discorda da posição de Bush e da estratégia que ele adotou para solucionar a crise. Segundo o estudo, apenas 30% dos entrevistados dizem achar que o novo plano fará com que o conflito termine mais rapidamente.
A resposta negativa à iniciativa de Bush se deve à oposição da opinião pública à guerra e ao ceticismo sobre a política adotada pelo atual governo para lidar com o conflito. Por mais de dois anos, grande parte da população se declarou contrária à continuidade do conflito.
De acordo com a pesquisa, 57% dos entrevistados disseram que os EUA estão perdendo a guerra no Iraque. Outro fator revelado pelo estudo é o ceticismo da população sobre o Iraque.
Um total de 57% dos americanos afirmam que o governo iraquiano não está preparado para assumir os novos compromissos previstos na estratégia. A pesquisa foi realizada ontem por telefone com 502 cidadãos adultos. A margem de erro é de 4,5 pontos percentuais.