Regional

Praia de Arealva enche de vegetação trazida pela cheia no Tietê na Barra

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Arealva - Enquanto a navegação fluvial foi retomada ontem em Barra Bonita, após ser interrompida pela abertura das comportas da barragem de Barra Bonita, a represa formada pelo Tietê em Arealva (41 quilômetros de Bauru) foi tomada por plantas aquáticas (aguapé). O prefeito da cidade, Paulo Padanofsque Pereira (PSDB), explicou ontem ao JC que desde o início da semana, coincidindo com o período de cheia do Tietê, a movimentação de água trouxe uma grande quantidade da vegetação.

Ele ressalta que a grande concentração de aguapé danificou uma rede de contenção metálica instalada para conter o avanço da vegetação aquática. A rede fica posicionada a partir do ponto em que a represa atinge pouco mais de dois metros de profundidade. A proteção garante uma “piscina” sem vegetais para os banhistas. Ontem, equipes da prefeitura foram mobilizadas para limpar a represa e recuperar a contenção que fica suspensa na água.

O prefeito espera para amanhã cerca de mil pessoas, quantidade que costuma aproveitar a prainha nos finais de semana.

A represa formada pelo Tietê em Arealva fica entre as barragens de Bariri e Ibitinga, posteriores à barragem da hidrelétrica de Barra Bonita.

Como noticiou ontem o JC, nesta semana o rio chegou a ter pontos com 2,5 metros de água acima do nível normal na região abaixo da barragem de Barra Bonita. Ontem, a operadora das hidrelétricas, AES Tietê, diminuiu a liberação de água do reservatório de Barra, o que já reduziu bastante o nível d’água. Com isso, a navegação pelo Tietê foi liberada depois de ser interrompida desde a última segunda-feira. O gerente de manutenção da AES Tietê, Edwaldo Oliveira Lippe, avaliou ontem que não está previsto aumento da liberação de água do reservatório para os próximos dias, desde que não ocorram chuvas significativas.

A capacidade de reservação da barragem atingiu 85% de sua capacidade máxima e desde o último domingo foi iniciada a gradativa redução do nível do reservatório.

A conseqüência foi a inundação da prainha de Igaraçu do Tietê, paralisação do sistema de eclusagem da barragem e a proibição de tráfego de barcos. Segundo a Prefeitura de Igaraçu, houve perdas financeiras com a cheia. Em Barra Bonita, apenas as empresas deixaram de fazer viagens turísticas.

Para evitar danos maiores à barragem ao sistema de geração de energia, de novembro a março (cheia do Tietê) a AES Tietê, coordenada com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), faz sucessivas aberturas da barragem para controlar os níveis dos reservatórios ao logo do Rio Tietê.

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