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Chuvas interditam estradas no Interior

Por Gabriela Yamada | Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Ribeirão Preto - O transbordamento de dois rios e o rompimento do asfalto, ambos causados pelas chuvas que atingiram a região de Ribeirão Preto durante o final de semana, foram responsáveis pela interdição de um posto de combustíveis em Araraquara e das rodovias Conde Francisco Matarazzo (SP-253), em Santa Rosa do Viterbo, e Washington Luís (SP-310), em Araraquara.

O córrego Águas Claras invadiu a rodovia Conde Francisco Matarazzo, que liga as cidades de Santa Rosa do Viterbo e São Simão, abalando as estruturas de uma tubulação, que se rompeu, por volta das 11h10 de ontem, levando a Polícia Militar Rodoviária a interditar a via por tempo indeterminado.

Para chegar a Santa Rosa de Viterbo, os motoristas deverão seguir para Cajuru, onde há uma estrada vicinal para a cidade. Outros desvios estão sendo realizados pela cidade de Tambaú e por estradas rurais. Já em Araraquara, o ribeirão das Cruzes transbordou no quilômetro 278 da Washington Luís. Parte da pista foi interditada, e técnicos da empresa Leão Leão, que presta serviços à concessionária Triângulo do Sol, foram ao local para a retirada da água.

No Posto Tati, localizado na marginal paralela à rodovia, o asfalto cedeu e o local foi fechado. Neste mês, trechos de outras três estradas foram interditadas devido às chuvas. Na rodovia Joaquim Ferreira (SP-338), que liga as cidades de Cajuru e Altinópolis, uma cratera de 30 metros de comprimento e quatro de profundidade cobriu os dois sentidos da pista, que permanece interditada entre os quilômetros 310 e 337. Já na rodovia Candido Portinari, em Restinga, uma rachadura de 20 metros de extensão rebaixou a pista em cerca de 50 cm no ponto mais crítico. A Autovias, concessionária responsável pelo trecho, interditou o trânsito em metade da pista, que permanece fechada.

A forte chuva que atingiu Araraquara ontem deixou uma família de sete pessoas desabrigada. A família vivia no bairro Aparecidinha, às margens de um açude. Segundo o secretário da Defesa Civil, Edson Adalberto Alves, o açude transbordou e a água invadiu a casa. Às 23h, bombeiros encaminharam a família à casa de parentes. “A área onde eles construíram a casa é de risco e, com as chuvas, a tubulação dos bueiros entupiu”, disse Alves. Ontem, trator foi ao local para desviar a água de volta ao açude.

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