Internacional

Aumenta a tensão entre EUA e Irã

Por Folhapress | Com Reuters
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Bagdá - Os seis iranianos detidos por forças americanas na última quinta-feira no Iraque estão ligados a uma facção da Guarda Revolucionária Iraniana que fornece fundos e armas a rebeldes no Iraque, informou ontem o Exército dos EUA.

“Resultados preliminares revelaram que os detidos estão ligados à Força Qods da Guarda Revolucionária Iraniana, organização conhecida por fornecer fundos, armas, tecnologia para artefatos explosivos e treinamento para grupos extremistas, na tentativa de desestabilizar o governo do Iraque e atacar as forças da coalizão”, informou o Exército em um comunicado.

Os iranianos detidos pelas Forças lideradas pelos EUA estavam em um edifício governamental com uma bandeira do Irã, de acordo com oficiais iraquianos e testemunhas. As prisões foram realizadas na cidade de Irbil, no Norte do Iraque, e foi a segunda vez que oficiais iranianos foram detidos pelos EUA em menos de um mês.

O porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores iraniano, Mohammad Ali Hosseini, refutou as afirmações dos EUA. “A missão dos funcionários (detidos) é puramente consular e está em conformidade com as leis”, afirmou. “As tropas americanas têm que libertá-los o mais rápido possível e pagar uma indenização pelos danos que causaram na sede do consulado”, destacou o Hosseini, segundo a agência oficial de notícias iraniana “Irna”.

As prisões ocorreram em meio às declarações do presidente americano, George W. Bush, de isolar o Irã e a Síria, países acusados pelos EUA de apoiar ataques no Iraque. Hosseini disse que os EUA estão adotando uma posição de “hostilidade e conflito contra os vizinhos do Iraque” por não quererem reconhecer que falharam em estabilizar o país.

O Departamento de Estado dos EUA informou que as forças lideradas pelos EUA invadiram no edifício em Irbil porque tinham a informação de que o local estaria ligado à Guarda Revolucionária Iraniana e outros grupos ligados a rebeldes no Iraque.

O Exército informou ainda que as tropas da coalizão “continuarão a romper o apoio logístico aos extremistas originado de fora do Iraque”. “Essas iniciativas são parte de um plano mais amplo, que inclui esforços diplomáticos destinados a ajudar o governo iraquiano, a proteger o povo do país e a buscar assistência de países vizinhos.”

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Oriente Médio

Bagdá - Países árabes sunitas como Arábia Saudita e Jordânia já manifestaram preocupação com o fortalecimento da maioria xiita do Iraque e a influência do Irã sobre uma Bagdá comandada por xiitas. Enquanto isso, a Turquia disse que vai se opor à secessão do Iraque da região autônoma do Curdistão, temendo que isso teria influência sobre a população curda em território turco.

Enquanto a disputa sobre a detenção de iranianos pelos EUA continua, o presidente iraquiano, Jalal Talabani, encontrou-se ontem com o presidente sírio, Bashar al-Assad, na primeira visita à Síria em mais de duas décadas de um chefe de Estado iraquiano.

Inimigos ideológicos durante o regime de Saddam Hussein, o Iraque e a Síria reataram relações diplomáticas no ano passado, inaugurando embaixadas nas duas capitais. Entre os temas em pauta no encontro estavam o fortalecimento dos controles de fronteira para impedir a passagem de combatentes e outras questões de segurança.

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