Internacional

Bilionário russo detido na França diz que sua prisão foi “lamentável engano’’

Folhapress
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Rússia - A prisão do bilionário russo Mikhail Prokhorov na semana passada, em uma estação de esqui de luxo nos Alpes franceses por estar supostamente envolvido em um escândalo com prostitutas, foi um “mal-entendido lamentável”, disse ontem o porta-voz da Norilsk Nickel, diretor-geral e presidente da empresa, Sergei Chernitsyn.

Prokhorov já estava de volta ao trabalho ontem, depois de ser questionado por quatro dias pela polícia francesa, que investiga uma rede de prostituição de luxo.

“A detenção foi resultado de um lamentável mal-entendido”, disse Chernitsyn, em um comunicado divulgado pela empresa em sua página na internet.

“Nenhuma acusação formal foi feita contra Prokhorov.” O executivo russo foi liberado pela polícia francesa na sexta-feira.

A operação policial ocorreu na estação de esqui francesa de Courchevel.

O jornal francês “Le Parisien” ouviu as mulheres presas na operação, e elas disseram ser modelos que viajaram para a estação de esqui com despesas pagas por Prokhorov. O diário também entrevistou comerciantes e funcionários que confirmaram existir prostituição.

A polícia francesa suspeita que garotas de programa russas sejam levadas à estação de esqui e pagas principalmente com presentes de grifes de luxo.

Prokhorov, 41, aparece como 89.º homem mais rico do mundo de acordo com o ranking de 2006 elaborado pela revista “Forbes”, com sua participação na mineradora Norilsk Nickel, líder mundial em produção de níquel, e na Polyus Gold, maior mineradora de ouro na Rússia.

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