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Igreja é a vítima de dirigente errante


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Os erros e delizes de líderes e membros graduados de instituições religiosas têm se tornado freqüentes. Periodicamente noticia-se desvios de recursos, ou más condutas éticas e morais de cardeais, padres, pastores, e outros dirigentes evangélicos, cidadãos, até então, acima de qualquer suspeita.

Ao ganharem contornos de escândalos, tais ocorrências colocam em xeque a imagem de instituições, detentoras de anos de relevantes serviços prestados à comunidade e à causa da humanidade. Reações afoitas, acabam maldosamente, levando a sociedade a crer que a Igreja é conivente com os erros, quando na verdade ela é, sim, a grande vítima do comportamento inadequado, daqueles que as dirigiram.

É importante lembrar que as igrejas – entendido como tal a instituição e seus membros - são as primeiras vítimas da quebra de confiança. As igrejas dispõem de meios para apurar e punir os errantes sobre aos desvios de finalidade. E, ainda, que, para as ações desses infratores tipificadas como crime, existem a polícia e o Poder Judiciário.

Criadas com a finalidade de difundir práticas religiosas e sociais, muita vezes assistenciais, as igrejas - independente do ramo ou denominação - não podem se fragilizar com o erro, o furto ou a traição. Partindo do pressuposto de que o bem sempre predomina sobre o mal, devem recobrar forças, expurgar o indevido e continuar sua obra.

O movimento religioso é responsável pela estabilidade de milhões de famílias em todo o país, e pelo mundo afora. Sem sua atuação, muitos hoje estariam na delinqüência, encarcerados, mortos ou na miséria. Esse trabalho humanitário não pode se prejudicar pela ação de uns poucos que enveredaram por caminhos diversos daqueles indicados pelas doutrinas e boas formas de atuação.

O autor, Dirceu Cardoso Gonçalves, é tenente, presidente da Associação dos Policiais Militares do Estado de São Paulo - Apomi - e-mail: apomi2@terra.com.br

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