No dia 15 de janeiro tive uma grande surpresa quando li, no Jornal da Cidade, uma crítica destrutiva a respeito do Programa Escola da Família.
Esta crítica, assinada por Maria Inês Faneco (que não deve conhecer o programa), elogia a decisão do governo estadual de fechar várias escolas que mantinham atividades aos finais de semana juntamente com a comunidade local. Atividades que, ao meu parecer, eram realizadas com grande empenho e dedicação por toda a equipe de universitários, gestores e educadores profissionais que cada escola mantinha.
Sinto lhe informar, senhora Maria Inês, mas acredito que não conheça os verdadeiros objetivos do Programa Escola da Família, que são integrar escola e comunidade, proporcionar a todos oportunidades de praticar esportes, lazer, recreação, cultura e qualificação para o trabalho, diminuindo assim a violência, o uso de drogas, a marginalidade e a depredação do patrimônio público.
Maravilhas foram feitas, sim. Diminuímos o índice de crianças e jovens que ficavam nas ruas e oferecemos a estes e às suas famílias muitas atividades como cursos de línguas, informática, artesanato, panificação, dentre outros. Além disso, estudos comprovaram que as escolas que participavam do Programa Escola da Família obtiveram menor número de alunos evadidos, diminuição da violência, de pichações e depredação da unidade de ensino. O que me entristece é saber que o grande número de crianças e adolescentes que freqüentavam as atividades oferecidas pelo programa ficarão agora nas ruas, aumentando novamente a violência e a marginalidade.
Cabe, sim, ao PROUNI financiar os estudos aos universitários de baixa renda, porém, se além das cotas do PROUNI cada Estado mantivesse programas como o da Escola da Família, teríamos em 10 anos duas gerações de graduados (no mínimo) em nosso País, e quem sabe assim poderíamos caminhar para que nos tornássemos um País de primeiro mundo. Afinal, educação é tudo.
Tays Heloiza Gomes Oliveira - educadora universitária da Escola da Família