Em 2006, foram agendados 361 exames de investigação de paternidade, o famoso teste de DNA, em Bauru e região. Mas apenas 198 famílias apareceram para fazer o teste. De acordo com o Instituto de Medicina Social e de Criminologia do Estado de São Paulo (Imesc), órgão vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania, o principal motivo desse índice é o não-comparecimento do suposto pai para a coleta do sangue.
Desde o ano passado, a coleta do material para o teste é realizada no Hospital Estadual (HE). A emissão de laudos de DNA garante às famílias, a partir da comprovação de paternidade, o direito constitucional do registro do nome do pai na certidão de nascimento e o recebimento de pensão alimentícia.
De acordo com o Imesc, laboratórios particulares cobram até R$ 1 mil pelo exame, que é feito gratuitamente pelo instituto. Basta a família procurar a Justiça gratuita da cidade, na Procuradoria do Estado ou no Fórum. Quando o exame é agendado, devem comparecer ao posto de coleta, a mãe, o filho e o pai. Se um dos envolvidos falta, é necessário um novo agendamento, atrasando o resultado dos laudos. De acordo com a assessoria da entidade, em mais de 90% dos casos a ausência é do suposto pai.