Polícia

Ipem flagra produto perigoso em 8 caminhões irregulares

Thatiza Curuci
| Tempo de leitura: 2 min

O Núcleo de Produtos Perigosos do Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem) autuou ontem oito veículos que transportavam produtos perigosos de forma irregular na rodovia Marechal Rondon (SP-300), em Bauru. O número corresponde a 53% dos caminhões fiscalizados. “O índice é alto já que no ano passado, em média, 25% dos veículos fiscalizados foram autuados”, avalia o chefe de Divisão Técnica do Ipem Regional Bauru, Luiz Antonio Brizzi.

Os técnicos do Ipem, com auxílio do Policiamento Rodoviário, fiscalizaram 15 veículos. Todos transportavam cargas perigosas a granel.

Nos oito veículos autuados, o Ipem constatou cerca de 81 itens irregulares, entre eles pneus em mau estado de conservação, além de problemas nos sistemas de suspensão e freios.

Em média, foram encontrados dez itens irregulares em cada veículo. Dos oito veículos autuados, o Ipem apreendeu quatro Certificados de Inspeção para o Transporte de Produtos Perigosos (CIPP).

A perda do documento impossibilita que o caminhão transporte cargas perigosas até regularizar a documentação. Em um dos caminhões, os técnicos do Ipem constataram que havia vazamento de álcool. O veículo pôde descarregar a carga em Bauru, pois conseguiu conter o vazamento. Mas o CIPP foi apreendido.

Ontem, a blitz ocorreu no quilômetro 338 da rodovia Marechal Rondon, na altura da Base do Policiamento Rodoviário de Bauru. Esta foi a primeira fiscalização deste tipo neste ano.

A fiscalização do Ipem inspeciona sistema de direção, suspensão, pneus, freios e outros itens, inclusive a documentação necessária nos caminhões para transportar cargas perigosas.

Desde setembro do ano passado, o órgão fez entre três e quatro fiscalizações do tipo em Bauru. Apesar do grande número de autuações de ontem, Brizzi estima que os problemas diminuíram nos últimos anos. “Acredito que os motoristas estão mais conscientes mesmo porque os acidentes envolvendo cargas perigosas geralmente são graves”, diz.

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