Tribuna do Leitor

Celular rural digital - Uma droga que não funciona


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Há um ano e meio atrás recebi um comunicado da Telefônica dizendo que eu teria que trocar meu aparelho celular rural que é analógico por um digital mais moderno, mas que ela não fazia esse serviço, que era preciso contratar uma empresa autorizada e ainda pagar dois mil reais pela troca. Achei um absurdo, pois esse serviço de troca deveria ser feito pela própria Telefônica e de graça, pois, afinal de contas, eu já havia pago pela minha linha há dez anos atrás e não foi nada barato.

Quando finalmente a Telefônica emudeceu meu telefone de vez, não tive alternativa a não ser trocar, pois uma propriedade rural é uma empresa que vive de negócios e esse meio de comunicação é imprescindível. Portanto, ela me induziu a trocar, não troquei porque achei o digital mais “fashion”, fui obrigada porque ela cortou o serviço. Agora fiquei sabendo que ela está trocando de graça e entrei em contato para saber quem iria ressarcir meus dois mil reais pagos quando ela emudeceu meu telefone. Pulou fora, e me mandou cobrar da prestadora de serviços que é a Witzler. Caramba, se na época ela não fazia o serviço e estava me obrigando a fazê-lo, presume-se que ela é a responsável.

Outra coisa, quando meu telefone era analógico, falava cem por cento, agora que é digital só fala setenta. As pessoas ligam e uma voz diz que está temporariamente fora do ar. Hoje estou até duvidando se meu telefone precisava mesmo ser trocado. A prestadora Witzler fez o teste e disse que sim. Será? Eu não entendo nada. Ninguém acha o defeito e ninguém se responsabiliza, nem a Telefônica, nem a Vivo, nem a Witzler que inclusive ficou de trocar o aparelho, marcou diversas vezes para ir e não apareceu.

Reclamar para quem mais, para o Lula, que nunca sabe de nada, para o papa, para o Bush, Bin Laden, para o diabo que o carregue? Pensei até em recorrer ao PCC, que é superorganizado e entende de celular como ninguém, pois clonam, carregam sem bateria, falam com o País inteiro e eu que fui criada na decência não consigo. Estou me sentindo uma perfeita imbecil, passada para trás, enganada, feita de besta, lesada, roubada, enfim, humilhada. Isso não aconteceria num país sério, de pessoas decentes. Mas como meu país parece a casa da mãe Joana...

Com a palavra a Telefônica, a Vivo, a Witzler ou quem possa me ajudar.

PS - Quem não quis trocar quando foi comunicada se deu bem, não pagou nada.

Jacy Guedes de Azevedo - produtora rural e professora - RG 3.420.036

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