Polícia

Penitenciárias e cadeias continuam superlotadas

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 1 min

A polícia não deu trégua e o sistema carcerário paulista continua superlotado. A situação das cadeias femininas da região de Bauru ganha em precariedade, informa o delegado seccional, Doniseti José Pinezi. A de Cabrália Paulista, por exemplo, funciona atualmente com população carcerária 72% superior à sua capacidade, de 40 mulheres. Quase 70 se espremem no local.

Em Pirajuí, os números são semelhantes. O prédio com capacidade para cerca de 40 detentas estava com 67. Já a população carcerária masculina levada a Avaí é 45% superior à capacidade do prédio. Ontem estava com cerca de 70 homens, sendo que a capacidade é para 48.

“Não estamos enfrentando problemas graves porque o CDP (Centro de Detenção Provisória) recebe semanalmente cerca de 20 a 30”, diz Pinezi. O CDP, no entanto, acolhia anteontem mil homens, sendo que foi projetado para 768 detentos. Nas Penitenciárias 1 e 2, a situação é um pouco mais tranqüila. Respectivamente, a população carcerária é superior à capacidade em 23,4% e 12%.

Já no Instituto Penal Agrícola (IPA), 1.120 homens vivem num local projetado para abrigar 650. “Mas estas unidades estão operando em condição de segurança e disciplina”, informa a assessoria de imprensa da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

Os números poderiam ser menores não fossem as unidades ainda em obras, após os danos registrados em maio, período dos primeiros atentados da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Prédios como o da Penitenciária de Pirajuí 2 e de Araraquara ainda estão em reforma, por exemplo.

Ao término das obras, a tendência é diminuir a população carcerária nas outras unidades. São Paulo ainda não enviou detentos para a Cadeia Federal de Catanduvas, informa a SAP.

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