Tapar os buracos de Bauru com terra não está mais na lista de medidas emergenciais da Secretaria Municipal de Obras. Segundo Paulo Brittes, titular da pasta, só o asfalto vai ser usado como solução, mas de acordo com a disponibilidade da prefeitura. Ele esclareceu que o composto usado para a ação de emergência dessa semana não era terra, mas sim uma mistura de terra, cimento e brita.
O composto, explica o secretário de Obras, cura, endurece e é usado como base para o asfalto. A decisão de suspender o uso da “terra” na operação tapa-buracos foi tomada após críticas à técnica adotada. Conforme o JC publicou na edição de ontem, moradores questionaram a qualidade do material usado, anteontem, em buracos de trecho da avenida Cruzeiro do Sul e outras vias.
Com a chuva da madrugada de ontem, boa parte dos buracos abriu outra vez e, como a terra se espalhou, formou-se lama na via. A idéia, argumenta Brittes, era amenizar a situação, já que a usina de asfalto da prefeitura não funcionou na quarta e terça-feira em decorrência de problemas técnicos, que ele não especificou quais.
Osmar Alves, diretor de pavimentação, fez coro ao secretário de Obras dizendo que o uso de terra misturada ao cimento e pedra é uma forma de diminuir o risco de acidentes e permitir o trânsito quando falta asfalto. A usina de asfalto voltaria a produzir material na tarde de ontem, o que não aconteceu por conta da chuva.
Isso porque, com a umidade, a massa asfáltica não adere ao solo, o que levaria à perda do serviço. O trabalho de tapa-buracos com massa asfáltica deve ser retomado hoje, de acordo com Alves.