São Paulo - O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou na tarde de ontem que mais dois corpos foram localizados e retirados da cratera deixada pelo desabamento nas obras da estação Pinheiros do metrô, zona oeste de São Paulo. No total, desde a última sexta, dia do acidente, cinco corpos foram localizados.
Segundo o governador, um dos corpos encontrados ontem é do motorista do microônibus soterrado, Reinaldo Aparecido Leite, 40 anos. O outro corpo - de um homem - ainda não foi identificado. Para o Corpo de Bombeiros, uma vítima do acidente permanece desaparecida. No entanto, familiares do office-boy Cícero Augustino da Silva, 58 anos, dizem acreditar que ele também tenha sido engolido pela cratera.
A chuva que atingiu a cidade durante a madrugada atrasou as buscas, pois os trabalhos foram temporariamente suspensos. Pela manhã, o capitão do Corpo de Bombeiros Mauro Lopes disse que, devido à lama, as máquinas não conseguiam tração para puxar o microônibus - ligado a um cabo de aço. Mais tarde, informou que os trabalhos haviam avançado, que o poste que prendia o microônibus havia sido retirado e que o veículo seria serrado para a retirada das vítimas.
Indenizações
As famílias dos passageiros do microônibus da Transcooper serão indenizados em R$ 100 mil pela cooperativa. A empresa diz que as indenizações são referentes a danos morais e materiais. Já as famílias do motorista e do cobrador receberão R$ 29 mil cada uma. Duas cadelas farejadoras auxiliam os trabalhos. Os resgate, o vai-e-vem de caminhões e o sobrevôo de helicópteros de emissoras de TV atraiu curiosos, mas moradores da região reclamam do barulho.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), voltou a dizer ontem que as vítimas do acidente, que ocorreu na sexta-feira nas obras da Estação Pinheiros, da futura linha 4 do Metrô (amarela), devem procurar o Consórcio Via Amarela de construtoras para receber indenizações referentes à perda de familiares e de suas casas. E assegurou que, caso haja demora no recebimento dos seguros, o Estado fará o depósito antecipado às vítimas e descontará os gastos dos pagamentos que faz às construtoras.
O seguro firmado pelo Consórcio Via Amarela prevê R$ 20 milhões para indenizar famílias atingidas pelo acidente no metrô, disse ontem o secretário de Estado da Justiça, Luiz Antonio Guimarães Marrey. O valor total da apólice com a Unibanco-AIG é de R$ 1,3 bilhão, mas somente essa parcela é destinada às indenizações civis. Não há garantia de que o valor estipulado seja suficiente para indenizar as mortes e danos às casas.