Internacional

Explosões em Bagdá deixam 19 mortos

Folhapress
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Bagdá - Ao menos 19 pessoas morreram e outras 51 ficaram feridas em uma série de ataques com carros-bomba em Bagdá ontem.

A ação ocorreu um dia antes de o governo iraquiano dar início ao novo plano de segurança para o país, na tentativa de frear a violência.

Nos últimos dias, a capital iraquiana tem sido palco de várias ações com carros-bomba. Anteontem, a explosão de um veículo carregado de explosivos em outro mercado - localizado em uma periferia predominantemente xiita de Bagdá - causou a morte de 15 pessoas e deixou 33 feridos.

Um dia antes, uma série de explosões matou 70 pessoas na capital iraquiana e feriu 130, na mais mortífera ação desde 23 de novembro do ano passado, quando carros-bomba e ataques com morteiros supostamente levados a cabo por membros da rede terrorista Al Qaeda no Iraque mataram 215 pessoas.

Ontem, três bombas explodiram sucessivamente, matando dez pessoas e ferindo outras 30 em uma feira livre no distrito de Dora, na região sul de Bagdá, segundo a polícia. “Não há mais escrúpulo, as pessoas estão aqui apenas para trabalhar”, afirmou Mohammed Ali Kazim, vendedor de vegetais na feira, após o ataque. Há sunitas, xiitas e cristãos que vivem aqui, e apenas querem continuar vivos”, disse.

Anteriormente, um carro-bomba explodiu na rua Saadoun, pólo comercial no centro da cidade, matando quatro pessoas e ferindo outras dez. Outro carro-bomba explodiu no distrito de New Baghdad, no leste da capital, e deixou mais dois mortos e quatro feridos, de acordo com a polícia. Um quinto carro-bomba foi detonado no leste de Bagdá, deixando três mortos e ferindo sete pessoas.

Autoridades iraquianas expressam preocupação com a nova estratégia para o Iraque anunciada recentemente pelo presidente George W. Bush, que prevê o envio de 21.500 soldados adicionais para estabilizar a situação em Bagdá e na Província de Al Anbar.

O premiê iraquiano, Nouri al Maliki, afirmou ao jornal americano “The New York Times”, em reportagem publicada na terça-feira, que o Iraque pode ser capaz de cuidar de sua própria segurança dentro de seis meses, se os EUA equiparem as tropas iraquianas com armas.

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