Além da Vertigem Postural Paroxística Benigna (VPPB) e da cinetose, existem diversos tipos de doença que atingem o labirinto. E o segredo para a cura da patologia está justamente em descobrir sua causa, aponta o otorrinolaringolosta Rodrigo Bizeli.
Segundo ele, antes de iniciar qualquer tratamento, o especialista deve conversar e observar bem o paciente para investigar sue histórico de saúde, o que ele está sentindo, entre outras informações. “Conforme o tipo da crise da pessoa e os sintomas, há pessoas que têm tontura durante cinco minutos e depois melhoram, já outras têm o sintoma por três dias”, exemplifica.
Alterações metabólico-hormonais ou distúrbios hormonais, como diabetes e menopausa, podem desencadear labirintopatias. “Nesses casos, a pessoa tem uma afecção no labirinto devido a um fator fora dele. O problema não necessariamente está no ouvido”, explica.
A otorrinolaringolista Márcia Betting aponta que problemas cardíacos, como pressão alta, arteroesclerose e arritmia cardíaca podem causar sintomas de labirintopatias. Infecções no organismo, também. “Existe um tipo de doença do labirinto denominada neuronite, causada por uma infecção viral ou bacteriana que acaba atingindo o ouvido. Com o tratamento da infecção, a pessoa se cura da labirintopatia”, explica.
O uso freqüente de medicamentos é outro fator que pode causar doenças do labirinto, destaca Betting. “Esses casos são muito freqüentes em pacientes que têm outros tipos de patologias e tomam vários medicamentos juntos, o que pode provocar uma irritação no labirinto”, diz ela, cintando como exemplo a ação de antibióticos, aspirinas e moderadores de apetite.
Até mesmo o estresse e a ansiedade podem desencadear labirintopatias, aponta Bizeli. “Existe um nervo chamado vago, que está anatomicamente muito próximo ao labirinto. É ele que, em situações de estresse, faz as pessoas sentirem palpitações, sensação de boca seca e sudorese e aí podem surgir os sintomas da labirintopatia”, aponta.