Embora seja extremamente benéfica para pessoas da terceira idade, a dança exige certos cuidados. Um deles é em relação aos limites do corpo. Antes de começar a bailar é fundamental que o idoso procure um profissional de saúde especializado na área, para avaliar se ele têm condições de realizara atividade, aponta o geriatra Luciano Camargo.
Se não houverem restrições, o ideal é que a dança seja praticada de duas a três vezes por semana, reservado o tempo de 40 minutos a 1 hora em cada aula. “Isso é necessário para que a atividade produza bons resultados. A dança é um grande incentivo para socialização e faz bem tanto para o corpo quanto para a mente”, aponta o médico.
Os benefícios físicos são inúmeros, destaca Luciano. A melhora da postura é uma delas. O processo natural de envelhecimento, por exemplo, pode causar curvaturas ou pequenas mudanças no esqueleto do idoso, observa o geriatra, e a dança pode ajudar a minimizar o efeito destas alterações.
Outro ponto positivo da dança é contribuir para a prevenção de doenças degenerativas do sistema nervoso central, como hipertensão, diabetes, osteoporose e artrose. “Conforme exercita a musculatura, a pessoa ganha mais capacidade de se movimentar. Quanto mais parado o idoso permanecer, mais rápido a musculatura se atrofiará.” Neste sentido, aponta Luciano, a atividade física, como a dança, melhora a força muscular e facilita a independência do idoso.