A finalidade do Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC-3i) é justamente medir a inflação entre as famílias que convivem diretamente com um público acima dos 60 anos.
De acordo com o coordenador do IPC, André Braz, os idosos têm algumas necessidades peculiares e os gastos não são os mesmos da maioria da população. Por isso, eles podem sentir em maior ou menor grau os efeitos da inflação em seus gastos.
Segundo o coordenador, os planos de saúde e os medicamentos sempre estão no topo das principais despesas entre os idosos. O monitoramento do gasto da terceira idade vem sendo feito desde a implantação do Plano Real, em 1994, mas só há dois anos a FGV passou a produzir o IPC-3i.
Por meio das informações coletadas na última Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), entre 2002 e 2003, desenhou-se o perfil de consumo médio das famílias com pelo menos metade de seus integrantes com 60 anos ou mais e renda mensal entre um e 33 salários mínimos.
De acordo com o levantamento, é possível notar que das sete classes de despesa que formam os dois índices, a proporção maior de gastos está mais concentrada nos itens Saúde e Cuidados Especiais, Alimentação, Despesas Diversas e Habitação.
Em contrapartida, o IPC-3i mostra gasto menor dos idosos com as categorias Transportes, Vestuários e Educação, Leitura e Recreação. O item Transporte pesa menos no bolso dos idosos principalmente por causa do passe livre no transporte público urbano para quem tem mais de 65 anos.