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Merenda escolar terá mel no cardápio

Lígia Ligabue
| Tempo de leitura: 2 min

Não é só de más notícias que vive o cardápio da merenda escolar municipal. Um projeto que envolve a “agonizante” Secretaria da Agricultura e Abastecimento (Sagra), o Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Consea), Companhia Nacional de Abastecimento de São Paulo (Conab-SP) e Associação Bauruense de Apicultores vai colocar mel no lanche do recreio das crianças.

De acordo com Luiz Carlos Scartezini, presidente do conselho, a associação fornece o produto à Conab, que distribui o mel ao Município. Caberia às secretarias de Educação e Bem-Estar Social (Sebes) a logística do projeto. Ele explica que ainda faltam alguns detalhes a serem acertados, mas o conselho está confiante na ação. “Serão alguns meses de teste e, caso as crianças aceitem bem, o mel será incorporado definitivamente, explica.

O presidente da associação de apicultores, Nivaldo Vitte Guion, está otimista. “Estamos muito felizes de termos colocado o mel na merenda escolar. Acho que nunca uma cooperativa conseguiu essa inserção. É um fato inédito”, comemora. Apesar do otimismo, a associação ainda tem alguns obstáculos a enfrentar. A falta de comunicação entre Conab e o banco para a movimentação da conta corrente está atrasando os planos.

“A Conab afirma que o banco possui uma conta para esse tipo de transação. Já o banco desconhece qualquer lei que determine isso. Estamos esperando”, explica. Pelo projeto, apenas os produtores que sobrevivem somente da renda agrícola podem participar. Por conta desse limite, apenas quatro apicultores associados conseguiram entrar no programa.

Cada um deverá entrar com uma produção de 22 latas contendo 25 quilos de mel por ano, resultando em 2,2 toneladas do produto para as escolas municipais e creches conveniadas. “O programa vai atender preferencialmente as unidades de periferia”, observa Guion. Serão atendidas 32 entidades de Bauru que atendem população em risco social, mais vulneráveis à desnutrição.

A prefeitura ainda está estudando a forma em que o mel será introduzido na merenda. De acordo com a engenheira agrônoma Aline Astolffi, assessora técnica da Sagra, a intenção é evitar o consumo in natura. “O objetivo é agregar o mel a outros alimentos e na confecção de bolos, tortas e também para adoçar sucos”, exemplifica.

Para o melhor aproveitamento do produto, a expectativa da secretaria é oferecer cursos de treinamento para quem for manusear o mel. “Viabilizar capacitação dos funcionários no armazenamento e manuseio do produto”, conta Astolffi. Após ao início do programa, a Sagra acompanhará a evolução e dará apoio ao projeto.

Projetos

Além da distribuição do mel, o Consea possui outros dois projetos para a cidade. Um deles é a distribuição de hortifrutis produzidos pelo assentamento Terra Nova. A expectativa é investir R$ 265 mil na aquisição dos produtos que serão destinados à entidades assistenciais. Um segundo projeto é a distribuição de leite em pó também para essas instituições. O produto será industrializado por uma cooperativa de laticínio de Marília. Esse programa ainda está em fase de estruturação.

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