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Bombeiros reiniciam buscas no metrô

Folhapress
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São Paulo - Equipes de Corpo de Bombeiros (22 homens ao todo) retomaram ontem as buscas por uma possível sétima vítima do desabamento ocorrido nas obras do metrô. Duas equipes foram destacadas para vasculhar toda terra da cratera - uma trabalha na parte de cima e a outra embaixo, pelo túnel.

Segundo o capitão Mauro Lopes, dos Corpo de Bombeiros, existe dúvida se o aposentado Cícero Augustinho da Silva, 61 anos, esteja mesmo soterrado. Silva fazia bicos como office-boy na região de Pinheiros e está desaparecido. A família quer que as buscas continuem. Paralelamente ao trabalho de busca dos bombeiros, três equipes da Polícia Civil tentam refazer o trajeto dele ao longo o dia 12. A última informação sobre seu paradeiro aponta que o aposentado havia tomado um ônibus em Perdizes e seguido para Pinheiros, na área do acidente.

O capitão Lopes disse que toda a terra retirada da cratera (da parte de cima e do túnel) é vasculhada pelos bombeiros em busca de alguma pista do corpo de Silva. Mas existe uma dificuldade, os outros seis corpos retirados, ao longo da última semana, deixaram fortes odores, o que dificulta o trabalho dos cães farejadores. Enquanto as buscas por prosseguem, outros bombeiros fazem o trabalho monitoramento da cratera. Com binóculos, procuram detectar movimentações no solo e vestígios do desaparecido. A chuva ontem também serviu para que os técnicos do consórcio ficassem preocupados com a possibilidade de novos desmoronamentos.

Visitas ilustres

O local em que um canteiro de obras do metrô desabou, na zona oeste de São Paulo, recebeu ao menos 12 senadores, deputados federais e estaduais e vereadores nos últimos quatro dias. Quase todos prometeram fiscalizar as investigações sobre o caso. Anteontem, quem inspecionou a cratera aberta pelo desabamento foi o senador Romeu Tuma (PFL), designado pelo presidente da comissão permanente de Assuntos Econômicos da Casa, senador Luiz Otávio (PMDB), para acompanhar as investigações.

Tuma é vice-presidente da mesma comissão, e a designação ocorreu a despeito do recesso do Senado. Ontem, a chuva espantou os visitantes, e o local do acidente teria permanecido vazio o dia todo não fossem os também deputados federais Ivan Valente (PSOL) e Luiza Erundina (PSB). Os dois disseram que irão propor a criação de uma comissão externa para apurar o caso, e que moverão requerimentos para realizar uma audiência conjunta, em Brasília, com representantes de todos os setores envolvidos no acidente.

Na quarta, o deputado estadual Enio Tatto (PT) esteve no local para dizer que queria pedir ao Ministério Público o embargo das obras; e que queria propor à Casa a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a construção da Linha 4-amarela. Os também deputados estaduais Nivaldo Santana (PC do B), Adriano Diogo (PT) e Carlinhos de Almeida diziam ter sido convidados por Tatto para acompanhá-lo.

Naquele mesmo dia, o vereador Adilson Amadeu (PTB) esteve com alguns colegas, entre eles Aurélio Miguel (PL), Goulart (PMDB), Wadih Mutran (PFL) e Carlos Giannazi (PSOL), na cratera aberta pelo desabamento. Eles diziam que pediriam ao presidente da Câmara, Antônio Carlos Rodrigues (PL), que cobrasse do secretário das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, alvarás para as demolições feitas após o acidente, ou seja, durante as buscas por soterrados.

No dia anterior, o o vice-presidente da Comissão de Obras da Assembléia Legislativa, deputado estadual Orlando Morando (PSDB), havia dito quase o mesmo. Ele havia afirmado que pediria a interdição da construção da futura estação Pinheiros, se o laudo do Instituto de Pesquisas Tecnológica (IPT) atestar que há instabilidade.

Interdição

A pista local da marginal Pinheiros ficará interditada, no sentido Interlagos/Castelo Branco, de hoje até as 5h de segunda-feira, para a retirada de parte de um guindaste na área do acidente nas obras do metrô. Depois desse horário, uma das faixas deverá ser liberada. A interdição - entre a ponte Eusébio Matoso e a rua Sumidouro - estava prevista para ter início às 23h de ontem.

Hoje, às 5h, a pista expressa também seria fechada no mesmo trecho e permanecerá interditada enquanto durar a operação de retirada do guindaste. A previsão é que a via seja liberada por volta das 18h. Se ocorrerem congestionamentos, podem ser feitos bloqueios próximos à ponte Cidade Jardim e às avenidas Juscelino Kubitschek e Jornalista Roberto Marinho para evitar o acesso à marginal Pinheiros. A pista expressa da marginal Tietê, sentido Ayrton Senna/Castelo Branco, também ficará interditada hoje em três trechos para obras de recapeamento e será liberada às 14h.

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