Dacar - Últimos a largar, últimos a chegar, os peso-pesados do Dacar finalizam a maior, mais famosa e perigosa competição off-road do mundo. E foi justamente nessa categoria que o Brasil conseguiu seu melhor resultado na classificação geral, com o caminhão Tatra tripulado por André Azevedo, Maykel Justo e Mira Martinec obtendo a 5ª colocação na soma de tempos.
Ontem, durante a 15ª e última etapa, o trio brasileiro (com o devido tempero checo de Mira) foi o sexto mais rápido, precisando de 10min46s para percorrer os 16 km da pista delimitada ao redor do já tradicional Lago Rosa, em Dacar, capital do Senegal.
Durante a prova, a equipe acumulou bons resultados, como um 2º lugar na décima etapa, e um 3º lugar na penúltima etapa, ocorrida ontem. André, Maykel e Mira chegaram a ocupar a quarta posição na classificação, estando a menos de dois minutos do terceiro lugar e conseqüentemente do pódio. Porém, a quebra de um semi-eixo durante a prova atrasou o veículo, e como o próprio André disse durante a corrida: “não somos os únicos a vir aqui para vencer. O pessoal sempre andou muito rápido também”.
Esse ano, competiram no Dacar nada menos que 85 caminhões, número recorde na prova. Destes, 60 veículos chegaram até o final. O grande vencedor foi o trio holandês liderado por Hans Stacey, que consegue seu primeiro título com uma enorme vantagem de mais de três horas para o segundo colocado, o russo Ilgizar Mardeev. Em terceiro lugar, ficou o checo Ales Loprais, dono do único caminhão entre os tops a correr com apenas dois tripulantes, no caso ele e o navegador Petr Gilar.
Motos
O brasileiro Jean Azevedo encerrou sua nona participação no Rali Dacar com o quarto melhor tempo do dia, em frente a milhares de senegaleses que lotaram as margens do Lago Rosa para acompanhar a final do rali. Vencedor da penúltima etapa entre Tambacounda e Dacar, ontem o piloto da Equipe Petrobras Lubrax percorreu os curtos 16 km cronometrados da pista delimitada ao redor do Lago Rosa, tradicional destino final do Dacar, em 9min10s. Na classificação geral, Jean termina o Dacar 2007 na 25ª posição.
“Meu objetivo principal era chegar entre os cinco primeiros, mas como não deu,por conta dos problemas mecânicos que eu tive no deserto, é muito bom que eu tenha vencido uma etapa, é algo realmente difícil”, comentou o brasileiro. Para ter uma idéia da importância do feito, basta lembrar que essa é a segunda vez que um brasleiro vence uma etapa do Dacar, em 29 edições. A primeira foi o próprio Jean quem faturou, em 2005.
Esse ano, das 245 motos que largaram de Lisboa, apenas 132 terminaram a corrida, a maior taxa de atrito entre todas as categorias.
“Nem acredito que cheguei até aqui. Essa prova é muito perigosa, muito difícil, estou muito feliz”. O brasileiro Carlos Ambrósio, estreante no Dacar, fez a 79ª marca do dia e termina a prova na 50ª posição da tabela geral, resultado considerado excelente para um estreante nas areias do deserto. Os outros brasileiros na categoria, Sylvio Barros e Dimas Mattos, abandonaram após sofrerem acidentes, porém sem maior gravidade.
Carros
Entre os carros, Kléver Kolberg e o navegador Eduardo Bampi terminaram apenas na 56ª colocação, com quase 30 horas de desvantagem para a dupla francesa formada por Stephane Peterhansel e Jean-Paul Cottret, vencedora da categoria.