Polícia

Apagão seria de grandes proporções

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 2 min

O risco da região de Bauru e outras do Estado de São Paulo ficarem sem energia elétrica devido ao furto das cantoneiras das torres da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) foi real, segundo o diretor jurídico do Sindicato dos Eletricitários (Sinergia/CUT), Francisco Wagner Monteiro. Caso a cidade tivesse sido atingida por uma ventania mais forte na sexta-feira, a estrutura metálica, fragilizada pela falta das peças, poderia ter vindo ao chão, rompendo as linhas de abastecimento para muitas cidades.

“O apagão poderia ter grandes dimensões dependendo da torre que caísse, da linha que caísse, do tipo de curto-circuito, se fosse uma ou mais linhas... Seria de grandes proporções porque envolveria linhões que vão para Cabreúva, um centro de operações da Cteep que distribui para várias regiões de São Paulo e interliga com outros Estados”, explica.

Monteiro não pôde precisar o risco por desconhecer a quantidade de cantoneiras que foram retiradas. “Depende de quantas peças foram tiradas de cada torre e de onde foi”, diz. “Se apenas um pequena travessa de uma torre fosse retirada, a diferença seria pequena. Mas se duas, três, quatro peças são retiradas, a torre enfraquece e cai por si só pelo excesso de peso, ou pelo vento”, completa.

Monteiro explica que as torres são todas feitas de cantoneiras de aço, que são chapas longas em forma de L, com a mesma medida de cada lado e que servem para aumentar a resistência da estrutura, onde ficam parafusadas.

A queda de uma torre poderia puxar outras para o chão. “Os cabos têm um sistema deslizante para que, dependendo do tamanho da queda, eles deslizem e estiquem sem derrubar outras torres, mas pode acontecer de derrubar”, diz. Nesse caso, a queda de uma das estruturas metálicas geraria um verdadeiro “efeito dominó”, com várias torres vindo ao chão.

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