Por pouco as estatísticas de morte no trânsito não aumentaram ontem à tarde, após a colisão entre uma motocicleta e um ônibus, no cruzamento da avenida Rodrigues Alves com a rua Azarias Leite, no Centro de Bauru. O condutor da Honda 125, Alex Francisco Cardoso, 28 anos, foi socorrido em estado gravíssimo por uma unidade de resgate do Corpo de Bombeiros ao Pronto-Socorro Central (PSC).
Até o fechamento dessa edição, ele permanecia internado na unidade de terapia intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB), para onde foi transferido. De acordo com o boletim de ocorrência, no momento da batida, ele seguia pela Azarias Leite e o ônibus pela Rodrigues Alves, rumo à Vila Falcão. O danos provocados na frente do circular denotam a gravidade do desastre.
No entanto, não há notícias de passageiros feridos em decorrência do impacto. Quando a polícia chegou ao local, a motocicleta estava em baixo do veículo. “Estivemos no local e solicitamos a Polícia Técnica. O laudo deve sair em 30 dias”, explica o delegado do 3.º Distrito Policial, Dinair José da Silva.
Ele conversou com o motorista do ônibus, Geraldo Pereira do Santos, segundo quem Alex teria atravessado o sinal vermelho. “Nós não vamos nos restringir ao depoimento de apenas uma testemunha, vamos apurar”, acrescenta o delegado. Porém, ele não tem dúvidas de que alguém desrespeitou a indicação do semáforo, que funcionava normalmente na ocasião do acidente.
Só neste ano, dois motociclistas perderam a vida no trânsito de Bauru. A primeira vítima morreu no último dia 4. Roberto Cristie Jacques Rodrigues, 26 anos, transitava nas imediações do viaduto que liga o Distrito Industrial 1 ao Jardim Redentor, sobre a avenida Rodrigues Alves, quando bateu num carro. Menos de uma semana depois, o motociclista Jalison Gomes Pires, 21 anos, morreu numa colisão com um outro circular, no Núcleo Geisel.
Em 2006, a Polícia Militar registrou 25 mortes no trânsito, três a mais que no ano anterior. Do total, 14 acidentes envolveram motocicletas.
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Amor ao próximo
Se o preceito cristão de amar o próximo fosse mais praticado, talvez a incidência de acidentes no trânsito fosse menor. A opinião é do sargento Silvio Carlos Rossi, supervisor da área Centro/Sul, da 1ª Companhia da Polícia Militar (PM).
“Existe uma falta de atenção muito grande. Tem que despertar a cidadania (para reverter o problema). Em 95% dos casos (de acidente) falta respeito ao próximo”, reitera o policial. Ele ressalta que, nas ocorrências, sempre alguém estava errado e não obedeceu as normas de trânsito.
Rossi vai além: dirigir sem atenção ou sem os cuidados dispensáveis à segurança pode resultar em infração leve, segundo o artigo 169 do Código de Trânsito Brasileiro. “O código é de 1997 e ainda se percebe gente sem cinto de segurança e falando ao celular”, conclui.