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Medidas vão evitar alta de 20% na energia

Folhapress
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Brasília - Associada às medidas de desoneração dos investimentos em infra-estrutura e melhoria das condições de financiamento do setor elétrico pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá evitar uma alta de aproximadamente 20% nos preços da energia.

A estimativa, feita pelo Ministério de Minas e Energia, considera a ampliação do prazo de financiamento de empreendimentos do setor elétrico de 14 anos para 20 anos, do prazo de carência de seis para 12 meses, e também a redução do índice de cobertura da dívida (garantia) de 1,3 para 1,2 vezes o total financiado, e também mudanças promovidas pelo banco nas linhas de financiamento do setor desde 2005.

Segundo o ministro, as novas condições do banco permitirão a definição de tarifas menores que as projetadas para novos empreendimentos, sem prejudicar os investidores. “O custo da energia vai ser reduzido com a mesma rentabilidade que o empreendedor deseja”, disse.

Angra 3

A construção da usina nuclear de Angra 3 ficou fora do PAC, mas o governo ainda não decidiu se irá tirar ou não da gaveta o projeto de construção da usina. Segundo o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, a decisão sobre a construção da usina é mais complexa, pois não há ainda no governo uma decisão madura o suficiente para se promover a retomada do projeto nuclear brasileiro.

Rondeau aposta, no entanto, em uma decisão ainda este ano sobre o futuro da usina, seja ela positiva ou negativa. Segundo ele, caso o governo opte pela retomada do programa nuclear, a terceira usina nuclear ainda demandará investimentos da ordem de R$ 7 bilhões, para a instalação de uma potência instalada de 1.309 MW. O ministro explicou que se o governo decidir construir a usina, ela poderá ser incorporada ao PAC, nas revisões que o programa deverá ter ao longo de sua execução.

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